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Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

QUEM GOSTA,GOSTA

Passando o feriado prolongado em Bauru, Júlio Góes (Méca) esteve no BTC na manhã de ontem. Mesmo trabalhando diariamente por cerca de 9 horas dentro das quadras de tênis do Clube Athletico Paulistano (onde dá aulas), Méca, de raquete na mão, procurou um parceiro para bater “uma bolinha”, mas como não havia combinado com ninguém e também pelo horário (11hs) não encontrou. Mas, como quem “gosta gosta”, o ex-número 65 do mundo na década de 80, hoje com 54 anos, não teve dúvida: entrou no paredão e ali ficou por cerca de 30 minutos batendo bola. O curioso é que hoje se pedimos para algum menino bater no paredão, que é um dos melhores treinos, geralmente nos respondem com um olhar, como se estivéssemos lhe dando um castigo.

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FEDERER-NADAL

O suíço Roger Federer é apontado por muitos como o melhor tenista da história. É o maior vencedor de Grand Slams (16), além de ser o recordista de semanas consecutivas no topo do ranking mundial (227). Mesmo assim, em entrevista na última semana, Federer disse que o espanhol Rafael Nadal tem chance de ser o maior da história porque já tem oito títulos de Grand Slams e é ainda muito jovem. Segundo Federer, basta que Nadal vença o US Open (torneio que nunca venceu) para acreditar que poderá ser o maior. Já o espanhol retribuiu as palavras de Federer dizendo que, para ele, Federer é o melhor de todos os tempos. A prova é que o suíço sempre foi para ele a referência e a motivação para melhorar e ser um jogador melhor.

JOGADA DA SEMANA

Na primeira semana do US Open, a jogada mais comentada foi a do suíço Roger Federer frente ao argentino Brian Dabul (ex-número 1 do mundo no juvenil) na primeira rodada do torneio. Ao levar um “lob” (bola por cima), Federer correu pra trás e, de costas, devolveu a bola por entre as pernas. Até aí, mais ou menos normal já que alguns tenistas conseguem isso. O anormal é que a bola devolvida por Federer foi indefensável para o argentino, mesmo estando no fundo da quadra. Ao ser questionado sobre o porquê das mulheres não fazerem uma jogada como essa, o suíço respondeu: “Pelo simples fato de as mulheres não virem à rede, então nunca vão tomar um lob”. O bauruense João Paulo Sacomandi, em torneios juvenis, enfrentou Dabul por duas vezes, sendo que em uma das vezes fez um jogo bem equilibrado.

BRASILEIROS EM SIMPLES

O Brasil teve três representantes na chave de simples do US Open: Julio Silva foi derrotado na primeira rodada pelo uruguaio Pablo Cuevas, enquanto que Thomaz Bellucci e Ricardo Mello foram derrotados na segunda rodada. Mello perdeu para o espanhol Juan Carlos Ferrero por três sets a zero. Bellucci até que teve chances, mas perdeu para o sul-africano Kevin Anderson, de 2,03m de altura, por 7/6 no quinto set. Essa foi a terceira vez que Bellucci perdeu na segunda rodada do US Open. Em 2008, perdeu para o argentino Juan Del Potro e, no ano passado, para o francês Gilles Simon.

EM DUPLAS

A participação dos mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares no ATP World Finals (torneio que reúne os oito melhores do ano em simples e duplas, a ser disputado no final do ano em Londres) está cada vez mais distante. Depois de vencerem as duas primeiras rodadas no US Open, a dupla brasileira (16ª do mundo) perdeu com facilidade para a dupla formada pelo sul-africano Wesley Moodie e o belga Dick Normam, por 6/2 e 6/2. Bruno também disputou em duplas mistas, ao lado de Su-Wei Hsich (Taipei) e perderam na primeira rodada.

POP STAR

Como um verdadeiro pop star, só que não da música e sim do tênis, o espanhol Rafael Nadal (atual número 1 do mundo) causou furor e agitou um salão de cabeleireiro de Nova York. Trata-se do salão de Julian Farel, que há três anos corta o cabelo de Nadal durante o US Open. Algumas jovens que estavam no salão, “disfarçadamente” recolheram como lembrança os cabelos que caíram no chão.

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DICA

Quando a bola vem pesada (forte) e pouco mais no fundo da quadra, é mais fácil de devolvê-la. O problema é quando a bola vem fraca no “forehand” (direita para destros) e pinga (meio alta) mais ou menos na linha do saque. Nessas bolas, o melhor que se tem a fazer é não ir pro “winner” (bola vencedora). Se concentre na bola e faça o “swing” (giro de corpo) com pouco menos velocidade em relação ao movimento da raquete (mas o movimento de pernas deve ser o mesmo de uma bola que veio rápida, ou seja, movimentos de pernas rápidos, para assim conseguir um ótimo posicionamento). A intenção é colocar a bola com um pouco menos de força sobre a rede com uma boa margem de acerto (nem muito baixa ou alta, em relação a rede). Se for capaz, use o “top-spin” (efeito que faz a bola cair rapidamente, antes de tocar o solo, mas subir após o toque no solo) para manter a bola longe das linhas. Não caia na armadilha de apenas empurrar a bola, pois isso irá facilitar o trabalho adversário.

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CURIOSIDADE

Na última quarta-feira foi comemorado no US Open os 40 anos de utilização do “tie-break” no torneio. No tênis, quando o set chega em 6 games a 6, disputa-se o tie-break, ou seja: vence aquele que chegar primeiro a 7 pontos, sendo que quem saca primeiro saca uma vez (um ponto), depois cada jogador saca duas vezes seguidas. Em caso de empate em 6 pontos a 6, vence aquele que somar primeiro uma diferença de dois pontos. O inventor do “tie-break” foi o americano Van Alen, que na verdade queria que a contagem do tênis fosse em linha e não em games como era e é até hoje. Porém, até hoje o Grand Slam US Open se difere como o único entre os Grand Slams que se utiliza o tie-break no set decisivo nas partidas de simples (quinto set no masculino e terceiro no feminino). Todos os demais, Austrália, Roland Garros e Wimbledon, o set decisivo é longo, ou seja, em caso de empate em 6 games a 6, vence aquele que somar primeiro dois games de diferença.

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