O País passa por um momento de estabilidade e a equação da igualdade almejada por todos deve ocorrer naturalmente. Não acredito que esse ou aquele político possa mudar o curso natural das coisas, mesmo porque, para tanto, exige a necessidade de aptidão e investimento, e isto não tem nada haver com os discursos eleitoreiros planejados pelos marqueteiros de nossos políticos, mas sim com a real condução do sistema de produção do Brasil e o sistema de cobrança de impostos sobre tal fator gerador de riquezas.
Em que pese a facilidade de entendermos este sistema de equação: produção maior, incidência de impostos sobre a produção menor e equânime distribuição desses recursos. Por outras palavras, o estado não pode sobretaxar a produção como forma de suprir sua ineficiência, que tem como finalidade precípua pagar seus funcionários que em boa parte, são incapazes de ganhar para cobrir seus custos. Repita-se, esta ineficiência não pode ser repassada como custo de produção, ou seja, a atividade privada.
De outro ponto, ainda falando dos funcionários do Estado, político algum produz riqueza, como já mencionado, a geração de riqueza está intimamente ligada a produção e esta a livre iniciativa, organização responsável pela maior parte de toda geração de riqueza do país, inclusive é, sem dúvidas, a maior fonte alimentadora da arrecadação do estado.
Por outro lado, temos que o Estado também é capaz de gerar riqueza, e isso está intimamente ligado com sua eficiência. Um Estado eficiente, com menor incidência de impostos sobre sua produção, poderá incentivar o crescimento econômico e social, cujo motor propulsor está na livre-iniciativa. Sejam quais forem os políticos eleitos na próxima eleição, nada poderão fazer para alterar essa equação, senão reduzir os impostos sobre a produção, sem medo de aumentar o déficit público em prejuízo de seus salários. Quando a eficiência, essa virá naturalmente, pois está intimamente ligada a maturidade de seus servidores, que com certeza poderá acompanhar o desenvolvimento da economia, quando não mais existirá diferença entre o emprego público e o privado, podendo a qualquer época mudar sua opção.
Por tudo isso não pode acreditar que a equânime distribuição de renda possa correr por decreto. Cuidar naturalmente de si, após certa maturidade, é fato decorrente da própria natureza humana. Os candidatos que aí estão não podem pensar diferente, porque nada ou quase nada deverão mudar.
Valdemir Pereira - advogado