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Mundial de Basquete: Brasil perde ‘clássico’ e está fora


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O argentino Luis Scola começou a partida contra o Brasil como cestinha do Campeonato Mundial, com 145 pontos. A média do ala-pivô era de 29 pontos por jogo. Contra o Brasil, ontem, porém, o astro argentino se superou e fez 37 ao todo. E o show de Scola em Istambul, na Turquia, foi primordial para a eliminação do Brasil no Mundial. No fim, 93 a 89 para os “hermanos”, que seguem no torneio e enfrentam a Lituânia nas quartas de final.

O Brasil deu adeus após um jogo dramático, decidido nos últimos segundos e com uma atuação de gala de seu armador Marcelinho Huertas, que marcou 32 pontos no jogo. O técnico Rubén Magnano surpreendeu na escalação inicial da seleção brasileira. Extremo conhecedor do basquete argentino, pelo qual foi campeão olímpico (2004) e vice no Mundial (2002), o treinador começou a partida com o ala-pivô Guilherme Giovannoni no lugar do pivô Tiago Splitter.

A escolha em função da marcação do argentino Scola não surtiu grande efeito, pois o cestinha do Mundial já terminou o primeiro tempo com 15 pontos, atrás apenas do armador brasileiro Marcelinho Huertas, com 18. No primeiro quarto, aliás, as defesas fracas e o equilíbrio no ataque garantiram um 25 a 25 no placar. Os argentinos abusaram das cestas de três pontos, com apenas um erro em seis arremessos. Já a equipe de Magnano teve como destaques as jogadas individuais de Leandrinho e Huertas.

Nos 10 minutos seguintes, o aproveitamento argentino da linha dos três caiu um pouco. O Brasil seguiu no mesmo ritmo, com ótima atuação de Huertas, agora com a colaboração de Marcelinho Machado. E os brasileiros terminaram o primeiro tempo na frente: 48 a 46.

No segundo tempo, o Brasil dava sinais de que a vitória seria verde-amarela. Chegou a abrir 7 pontos de diferença. Mas alguns erros no ataque fizeram com que a Argentina se recuperasse no terceiro quarto, que acabou 20 a 18 para os “hermanos”, novamente empatando a partida: 66 a 66. O ala-pivô Scola começou o último quarto com 25 pontos marcados. Giovannoni, que começou o jogo com a missão de parar o craque argentino, foi o primeiro a sair do jogo, eliminado pela quinta falta. Aliás, principalmente nos minutos finais, os brasileiros reclamaram muito das faltas marcadas pela arbitragem. E à medida que chegava ao final, os jogadores ficavam cada vez mais nervosos em quadra. Nos últimos segundos, a diferença argentina era de apenas três pontos. Os brasileiros ainda tentaram parar o jogo com faltas, mas, novamente, a vitória foi dos “hermanos”: 93 a 89.

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