A avenida Rodrigues Alves concentra a movimentação de embarque e desembarque de passageiros do transporte coletivo na cidade. E é essa concentração de passageiros que estimula grande parte do comércio na avenida. Uma melhoria da via, que traga mais segurança aos bauruenses, aliada a uma reformulação paisagística é o que espera quem tem ponto comercial ao longo da Rodrigues Alves.
Sérgio Motta, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), lembra que a reforma da via é uma reivindicação de muitos anos. “A CDL vem cobrando há muito tempo. Alguns prefeitos chegaram a fazer intervenções em partes da via, mas é preciso aprofundar”, destaca.
Ele lembra que a maior parte das pessoas que se dirigem às lojas do Centro utiliza ônibus e faz o embarque ou desembarque na Rodrigues Alves. “Em alguns pontos, há acúmulo de água nos buracos e quando os ônibus passam, acabam molhando os usuários. Isso é muito ruim, desestimula as pessoas”, pontua.
Para ele, a intervenção poderia ir além da recuperação da estrutura do asfalto. “Poderia aproveitar a obra e construir baias de estacionamento, cobrir os pontos de ônibus, deixar a Rodrigues mais bonita. Ela é um cartão postal da cidade e principal via para vários bairros e faculdades de Bauru”, observa.
Luiz Otaviano Machado, presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), observa que a avenida é uma das principais portas de entrada de Bauru. “É o cartão de visitas da cidade e é um absurdo que esteja daquele jeito”, observa. Até as empresas do Calçadão da Batista de Carvalho poderiam ser beneficiadas com a reforma. “É uma reivindicação que fazemos todas as vezes que temos a oportunidade de conversar com o prefeito”, ressalta.
Alisonito Pimentel, 30 anos, é sócio-proprietário de duas lojas na Rodrigues Alves, uma delas aberta há 16 anos. Para ele, a avenida está abandonada pelo poder público há muito tempo. Em sua avaliação, a recuperação da avenida tem que avançar além da reforma da estrutura asfáltica.
“A revitalização tem que ser muito mais ampla. É preciso repensar a questão urbanística para torná-la mais bonita. Também é preciso investir no aumento de segurança. Acho que se houvesse esse tipo de ação, talvez até o perfil da avenida e dos comerciantes mudasse”, pontua.