Um jornalista de um jornal interiorano escreveu em manchete: “Metade da Câmara é corrupta”. Ao chegar à sessão do Legislativo, já foi interpelado por um grupo de vereadores furiosos que o ameaçava de agressão e cobrava retratação. Havia ainda ameaça de processo por crime contra a honra e até de ação civil com pedido de indenização. Muito pressionado, após ouvir vários xingamentos, o jornalista se comprometeu a se retratar na edição seguinte do semanário. Os vereadores aceitaram, que se a retratação fosse publicada na capa, o caso seria encerrado. Logo na sessão seguinte, o jornalista entrou no plenário para entregar exemplares com a seguinte manchete-retratação: “Metade da Câmara não é corrupta”.
Contada por Aurélio Alonso