Política

Administração é contra gratificação

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário municipal da Administração, Renato Gragnani, afirmou ser contra a gratificação previdenciária que consta do plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da Fundação de Previdência (Funprev). Segundo o secretário, a criação da gratificação é contrária à postura adotada pelo Executivo em seus projetos de planos de carreiras, já que para todos os demais trabalhadores o foco foi o inverso, de extinguir adicionais para melhorar o salário base. “Me manifesto contrário à criação da gratificação, pois ela vem bater de frente com o que imaginamos, defendemos e executamos nos outros PCCSs”, observa.

Outro fator é que as carreiras de servidores lotados na fundação já estão sendo beneficiadas com os reenquadramentos aplicados à grade geral, aprovada pela Câmara. Assim, recriar adicional aumentaria ainda mais o custo de despesa com pessoal na fundação que cuida do fundo de aposentadoria dos servidores. O plano só para a fundação aumentaria o custo atual com folha em mais de 60%. Com os benefícios já aprovados pela Câmara, o impacto final seria ainda maior.

“Na minha concepção, a Funprev deveria fazer um plano visando melhorar o salário base de quem prestou concurso para ingressar na fundação. Criar gratificações é pernicioso”, pondera.

“Como o Legislativo também tem ido na linha de investir em salário base, acredito que a Funprev terá dificuldades em ver essa proposta avançar”, acredita Gragnani. Os servidores da fundação defendem que a gratificação existia até o período do extinto Seprem, sendo cortada quando o órgão foi substituído pela atual estrutura.

O secretário calcula que com a aprovação do PCCS da administração geral, os servidores da Funprev já terão significativo aumento no salário base. “E ainda terão alguns acréscimos específicos na classificação de carreiras”.

A Funprev encaminhou a proposta de PCCS e, segundo o secretário, manteve a gratificação mesmo com os impactos já previstos na carreira que têm de ser aplicados em razão da aprovação do plano geral. A posição final sobre a solicitação é do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).

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