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Delegado ambiental se reúne com ONGs para discutir ações


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Integrantes das Organizações Não-Governamentais (ONGs) Vidadigna e Naturae Vitae, que atuam na proteção aos animais em Bauru, se reuniram ontem com o delegado titular do Distrito Policial (DP), onde funciona a Delegacia de Crimes Ambientais, Dinair José da Silva, e o delegado Eduardo Samuel Sganzela, responsável por conduzir inquéritos sobre crimes ambientais. Juntos, discutiram o atendimento de ocorrências envolvendo animais e meio ambiente.

Até ontem, segundo Sganzela, a Delegacia de Cimes Ambientais, que funciona há cerca de 20 dias, tinha registrado somente três ocorrências: duas envolvendo maus-tratos a animais e uma sobre poda ilegal de árvores.

Dinair explicou aos integrantes das ONGs o trâmite para elaboração dos boletins de ocorrência e o andamento do processo de crime ambiental. “É importante que a população denuncie e não precisa se identificar porque sabemos que muitos têm medo de delatar. Isso acontece porque muitos desses casos envolvem vizinhos”, frisou.

Ele também defendeu, para fiscalização, parcerias com órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), a Comissão do Meio Ambiente da Subseção de Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Polícia Ambiental.

O delegado se mostrou preocupado com leishmaniose, doença que pode levar à morte e atinge principalmente pessoas de baixa renda, e está diretamente ligada a questões ambientais. Isso porque o mosquito palha, que transmite a doença, se procria em material em decomposição.

Anteontem o JC noticiou o diagnóstico de mais um caso da doença na cidade, o 13º neste ano. Dinair já enviou um ofício ao secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, para saber quais as medidas serão tomadas.

• Serviço

O Distrito Policial de Crimes Ambientais fica na avenida Comendador Daniel Pacífico, 2-117, na Vila Falcão, em Bauru. Denúncias anônimas pelo e-mail dp01bauru@policia civil.sp.giv.br. Os telefone são 3238-7377 e (14) 3238-5151.

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Envenenamento é o que mais mata

De todas as mortes criminosas de cães e gatos na cidade, a que mais se tem notícia é a por envenenamento. A grande luta das Organizações Não-Governamentais (ONGs) é para que a Polícia Civil faça uma fiscalização constante nos estabelecimentos que vendem esses venenos utilizados pelos criminosos.

“Os mais usados para envenenar animais são o Chumbinho e o Mão Branca. Eles são vendidos normalmente em qualquer casa de ração ou loja de produtos agropecuários. Isso não deveria acontecer, já que a venda desses venenos é proibida por lei. E eles podem ser comprados por um preço muito baixo, na faixa de R$ 1,00”, reclamou Beatriz Schuler, presidente do Instituto Vidadigna de Bauru.

O delegado ambiental, Eduardo Samuel Sganzela, explicou que a fiscalização depende de denúncia, além de um mandado de busca expedido pelo juiz.

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Entidades

reivindicam fiscalização

Os integrantes de ONGs de proteção animal cobraram fiscalização de carroceiros e da limpeza da cidade, já que muitos bairros têm terrenos com lixo espalhado. E fiscalização ao desmatamento ilegal, com punição prevista na Lei de Crimes Ambientais.

Mais uma vez, o delegado Dinair José da Silva, explicou que, para polícia investigar, é necessário que a população registre esses crimes.

Ele ressaltou que em caso de morte suspeita por envenenamento, o animal não deve ser enterrado antes que a ocorrência seja registrada. Isso porque a análise das vísceras do animal pode servir como prova.

Beatriz Schuler, presidente do Instituto Vidadigna de Bauru, ressaltou que a necrópsia tem de ser feita até 4 horas após à morte. Por enquanto, exame deste tipo não é oferecido pelo Estado.

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