Que tal a possibilidade de trocar informações, de forma clara e natural, sem que hajam barreiras comunicacionais, com pessoas que vivem diferentes partes do globo terrestre? Se a ideia lhe parece interessante, saiba: o esperanto pode ser uma boa alternativa.
Criada 1887 pelo polonês Lázaro Luiz Zamenhof com o objetivo de unir os povos, a língua desperta paixões entre seus adeptos e ganhou grande propulsão com o advento da Internet.
“Zamenhof morou em uma região da Polônia marcada por conflitos. Ele acreditava que grande parte dos problemas de sua pátria era fruto de um desentendimento linguístico. Por conta disso, criou um idioma universal. A partir de então, um grande movimento se formou e, na maioria dos países, existe alguém que fala esperanto”, explica José Mauro Progiante, diretor e professor da Sociedade Bauruense de Esperanto (SBE).
De acordo com ele, a língua tem grandes atrativos, que vão além da possibilidade de romper barreiras comunicacionais. Entre eles está a simplicidade do idioma e o pouco tempo que leva para ser aprendido.
“É uma língua planejada, com gramática fácil e sem variações de entonação. As palavras sempre serão paroxítonas e cada letra tem um único som”, exemplifica Progiante.
“Com cinco meses de estudo, dependendo da pessoa, é possível dominar o nível básico do esperanto”, acrescenta José dos Santos Simas, secretário do Conselho Superior da SBE.
Com o auxílio da Internet, a língua de Zamenhof superou muitas barreiras comerciais e ganhou maior projeção, ficando mais próxima de alcançar o objetivo de ser a segunda língua de cada pessoa.
“O esperanto é uma língua estudada por idealistas, não tem fins lucrativos, e ainda assim está entre os 20 idiomas mais falados no mundo. A Internet ajudou a divulgá-lo e promover a relação entre seus adeptos”, afirma Simas.
Ele destaca ainda que a língua não está atrelada a nenhuma religião e passa longe da pretensão de ser o único idioma no mundo. “Pelo contrário! Lutamos pela preservação da cultura. O esperanto quer ser uma língua internacional, a segunda de cada pessoa, e não a única da humanidade”, ressalta.
Em Bauru, a SBE, foi criada em 1965, fruto do envolvimento e dedicação de um grupo de esperantistas. Seus principais objetivos são ensinar o idioma e confraternizar adeptos da língua.
• Serviço
Interessados em aprender o esperanto ou em obter mais informações sobre os eventos devem entrar em contato com a Sociedade Bauruense de Esperanto pelo telefone (14) 3227-4494 (Simas) ou pelos e-mails jmprogiante@yahoo.com.br e esperantobauru@yahoo.com.br.
Mais informação sobre o Esperanto podem ser encontradas na Internet por meio das páginas: www.lernu.net; http://pt.wikipedia.org/wiki/Esperanto; http://esperanto.org.br.