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‘Sem registro’ se envolve mais em delitos

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

Rebeldia, falta de orientação ou vulnerabilidade social. Às vezes, os três elementos de uma vez só. Não há, ao menos em Bauru, segundo a polícia e representantes do Judiciário, uma estatística que dê embasamento científico à tese. Contudo, pela experiência de autoridades, é possível observar que menores com apenas um registro em certidão de nascimento, ou com reconhecimento mas abandono físico de um dos pais, se envolvem mais em delitos.

“Não há uma estatística”, ressalva a delegada Rejani Borro Ortiz Tiritan, titular da Delegacia da Infância e Juventude (Diju), em Bauru. “Mas o que a gente sabe é que muitos adolescentes que ‘caem’ aqui pertencem a famílias desestruturadas”, pondera.

A falta de estatísticas acerca do envolvimento de menores em atos infracionais ligados à falta de registro paterno também não impede que o promotor de Justiça Onilande Santino Basso, da Vara da Infância e Juventude de Bauru, faça essa relação. “Não temos o cruzamento de dados apontando se a maioria dos infratores não tem paternidade reconhecida, mas tem a ver sim”, afirma.

Sob a ótica do representante do Ministério Público, a falta de uma referência - no caso a figura paterna - facilita que jovens de famílias consideradas desestruturadas se envolvam em delitos. “Via de regra, os menores infratores são de famílias assim”, acrescenta. “Há sempre a falta de uma figura de autoridade na casa e a criação desses adolescentes que carecem de uma referência”, conclui.

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