Tribuna do Leitor

Devidas correções


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Permita-nos, caro leitor, duas retificações necessárias em publicações neste diário: a primeira é sobre nosso relato sobre a um tanto simpática e piedosa figura do lobisomem (ver JC nos Bairros, de 22/8/10, p. 2, em excelente antologia acerca de algumas de nossas principais figuras lendárias, de nosso rico folclore, feita pelo JC).

Erramos quando ficou dito que tal ser seria agressivo. Em verdade, não é. Detalhe ou comportamento recorrente nos muitos relatos é que ele é assustado, confuso e pacífico, isto é, não agressivo. Os próprios animais têm medo e se escondem dele; estes só atacam “quando encontram e enfrentam seres deste mundo!”

Outro ponto um tanto obscuro para alguns leitores que nos interpelaram: se realmente acreditávamos nesses seres, sendo homem de ciência e ensinando ciência, como revelador de 1ª ou de 2ª ordem (pesquisador e professor, respectivamente).

Dissemos que, buscando razão/motivo na biologia, não encontramos explicação na genética – possível doença, disfunção ou anomalia; que nem mesmo seria caso de reversão ou atavismo, como acontece quando um bebê nasce com fendas branquiais ou princípio de cauda, por exemplo, o que leva o médico ou equipe a operá-lo para se evitar constrangimento para família e/ou falatório por quem se choca e desconhece causa.

A explicação mais plausível encontra-se na psicobiofísica ou simplesmente no espiritismo, naturalmente como ciência (ver Allan Kardec. Idem Curso de Espiritismo Científico no CEAC/IBPP, Bauru). É um caso de licantropia – espírito que, por força de remorso e maldades cometidas, se transforma, temporariamente, em lobo-homem ou homem-lobo, homem ou mulher. Essa transformação ou transfiguração ocorre em seu corpo espiritual ou CEF ou MOB segundo a ciência. Ver exemplo dessas ocorrências na obra de André Luiz, médico, a começar pelo livro Nosso Lar (idem filme em cartaz), e psicografia do médium Chico Xavier.

Tal ser, dementado e transtornado, incorpora ou envolve médium com o qual se afiniza (semelhante padrão vibratório), em geral inconsciente e deseducado, saem sem destino certo, em longas e angustiadas jornadas noturnas. Carecem mais de compreensão e preces do que sal ou perseguição. Ambos irmãos doentes, atormentados.

A outra retificação oportuna fazemos na publicação da importante página literária Ao Pé da Letra do JC do dia 29/8/10, p. 2, soneto Supremo Engano é de autoria de Ciro Costa, psicografado pelo médium Waldo Vieira, livro Sonetos de Vida e Luz, Ed. CEC, p. 177. Tal poema ilustrava parte de campanha em defesa da vida, onde aproveitamos o ensejo para darmos uma explicação acerca do lobisomem como resultado de abortos praticados por uma mulher que se recusou a ter seus filhos, uma das causas ou razões possíveis em casos de licantropia.

Feitas as necessárias correções, agradecemos tanto a atenção e paciência de nossos caros leitores quanto de nosso JC, amigos jornalistas e editores! Abraço cordial a todos!

Rubens Colacino

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