Uma das vantagens da Rede Integrada de Emergências (Rinem) estar efetivamente funcionando em Bauru em parceria com Corpo de Bombeiros e Defesa Civil é ter um mapeamento melhor das deficiências do município para enfrentar incêndios. Depois da prevenção, que pode evitar o incêndio, a questão mais importante é ter hidrantes em quantidade e funcionando para, em caso de necessidade, abastecer os caminhões-tanque que combatem o fogo.
E neste quesito, Bauru tem muito a avançar. A cidade dispõe de 114 hidrantes - 98 em funcionamento, 12 desativados e quatro em manutenção. E pior: há regiões de grande risco, como dos distritos industriais, sem nenhum hidrante. De acordo com o Departamento de Água e Esgoto (DAE), responsável por instalar hidrantes, o Distrito Industrial 1 dispõe de um hidrante, mas os distritos 2 e 3 não têm nenhum.
Está tramitando no DAE ofício do Corpo de Bombeiros, órgão responsável por indicar a localização para os hidrantes, para a instalação de mais três deles na cidade.
Já ao DAE, cabe analisar se a rede de água no local indicado têm vazão e pressão suficientes para um hidrante. Isso porque não adianta ter um hidrante em que a água saia sem pressão e quantidade na hora de encher o caminhão-tanque.
Ricardo Carrijo, secretário da Rinem, lembra que em fevereiro o órgão solicitou à prefeitura mais 20 hidrantes na cidade. Paralelamente, tramita na Câmara de Bauru um projeto de lei de autoria do vereador Gilberto dos Santos (PSDB), o Giba, que obriga novos postos de combustíveis, edificações com mais de mil metros quadrados de área construída - exceto casas onde mora apenas uma família - e imóveis que abriguem material combustível ou explosivo em grande quantidade a fornecer um equipamento ao Corpo de Bombeiros.
Pela proposta, a empresa ou empreendimento doará um hidrante completo e suas respectivas conexões, com especificações que seguem padrão da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), ao Corpo de Bombeiros de Bauru. Um hidrante custa cerca de R$ 2 mil.