Tribuna do Leitor

NUNCA ANTES NESSE PAÍS...


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Víramos um presidente da República posando ao lado de um governador candidato à reeleição e um ex-governador candidato ao Senado federal, ambos, governador e ex-governador, presos pela Polícia Federal durante a Operação Mãos Limpas,em Macapá, dentre outras mais 16 pessoas acusadas de pertencer a uma organização criminosa que desviou recursos do Estado. Agora, o eleitor brasileiro está vendo foto estampada na primeira página do jornal “O Estado de S. Paulo”, na edição de sábado, dia 11 último, dia em que esse jornal completa 407 dias sob censura a foto que está espalhada em todo o Estado do Amapá.

Se não for a comprovação de inversão de valores, não sabemos mais a que atribuir o descaramento à instituição chamada Presidência da República. Não nos cabe e nem desejamos fazer juízo de valor, mas nos é permitido como brasileiro, eleitor e contribuinte, questionar qual [?] o grau de segurança que a Presidência da República possui com relação às informações de tudo e de todos que o rodeiam a fim de dar segurança aos passos adequados do presidente no exercício de seu mandato.

Não poderá, agora, sua excelência utilizar-se do mesmo argumento quando seu governo viu-se envolvido no escândalo do mensalão, para ficarmos apenas nessa lembrança à vista dos inúmeros outros ocorridos nos últimos anos.

Não “cola” mais simplesmente dizer “isso sempre ocorreu...”. Essa bandidagem precisa acabar. E quem precisa tomar a iniciativa de dar cobertura aos agentes encarregados de “engaiolar” esses bandidos é o próprio presidente da República. Agir como estadista não é só dizer que “nunca nesse País...”, e depois passar a mão na cabeça do malfeitor.

Talvez a opinião do tucano Roberto Engler, que disputa o sexto mandato de deputado estadual, seja bem aquilo que petistas adoram ouvir: “Não tem como não admitir que nunca teve uma pessoa como Lula na história do Brasil. Ele consegue provar que água é pedra”.

Porém, não custa nada ao presidente dos brasileiros olhar-se no espelho, “se quiser saber quem é o responsável último por essa degenerescência”, como afirmou também o Estadão”, em editorial no dia 3 último.

A percepção e o despudor que ronda os áulicos palacianos é ficarem “apostando na falta de informação e ausência de senso crítico da parcela do eleitorado com que conta para eleger a ex-ministra”. A foto já referida acima tem o mesmo poder da similar que detonou a candidatura à Presidência da atual governadora do Maranhão em tempos idos, e que levará à reflexão, principalmente dos eleitores que detém o devido “senso crítico” e não podem ser menosprezados já que estamos nos referindo em milhões de votantes que não se deixam enganar facilmente e que não aceitam essa avalanche de propaganda enganosa com fins eleitorais, mesmo considerando estar o exercício da discordância e parte da mídia brasileira em baixa, acéfala e cordata com tudo isso...

Por outro lado, com mais esse escândalo de proporções já avaliadas como explosiva e potencial como brasa escondida... demonstra a dúvida que passa a pairar em eventual vitória “acachapante” como deseja o presidente Lula, ficando agora relegado à incógnita do “se”.

“Se o eleitorado cotejar os atributos dos candidatos, ganha Serra; se resolver votar apenas referindo em Lula, ganha Dilma e não haverá malabarismo publicitário capaz de mudar o curso desse rio” Dora Kramer em 17/08/2010).

Nicanor Amaro da Silva Neto

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