Nova York - A proposta de construir um centro cultural islâmico e uma mesquita perto do local onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center, destruídas nos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York, mereceu a polêmica, pois expôs as dificuldades enfrentadas por muçulmanos nos Estados Unidos, disse o imã do centro ontem.
Falando ao grupo Council on Foreign Relations, o imã Feisal Abdul Rauf perguntou retoricamente se o centro “merecia toda essa pirotecnia” e respondeu “categoricamente sim”.
Rauf e outros organizadores do projeto têm negado reiteradas vezes a mudança de local, a dois quarteirões da região conhecida como Marco Zero.
Ele reconheceu, no entanto, que a pressão para mudar o centro cresceu nas últimas semanas ao se tornar uma questão de política nacional.
“Estamos explorando todas as opções e estamos trabalhando através do que será uma solução, se Deus quiser, que resolverá esta crise”, disse Rauf, sem dar mais detalhes.
Pesquisa divulgada na segunda-feira pela Quinnipiac University apontou que 63 por cento dos eleitores norte-americanos registrados acreditam ser errado construir uma mesquita tão perto do que consideram um local sagrado.
Protesto no Irã
Estudantes iranianos e membros da milícia Basij entraram em confronto com a polícia ontem em frente à embaixada da Suíça em Teerã, durante protestos contra um pastor norte-americano que ameaçou queimar exemplares do Alcorão.
Gritando “morte à América” e “o pastor dos EUA deve ser morto”, os manifestantes apedrejaram a embaixada e entraram em confronto com cerca de 300 membros da tropa de choque que protegiam o local.