Regional

Ato simbólico marca hoje início das obras do Hospital Estadual de Botucatu

Da Redação
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Botucatu - Hoje, às 11h, tem início oficial as obras de construção do Hospital Estadual de Botucatu, que será administrado pela Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), com apoio da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp). As máquinas que farão o trabalho de terraplenagem estarão no terreno onde será erguida a nova unidade, em área do Hospital Estadual Cantídio de Moura Campos.

O hospital deve suprir a atual carência regional na assistência de casos de média complexidade.

A previsão é de que a obra esteja concluída em doze meses. Sua primeira etapa engloba trabalhos estruturais e de adaptação, segundo a assessoria de imprensa do câmpus de Botucatu. Desde o final de agosto são realizadas reformas dos prédios que receberão parte dos serviços, além da cozinha e lavanderia.

A terraplenagem contemplará o espaço onde serão alocados o Centro Cirúrgico, Sala de Observação, Sala de Espera, Consultórios e Raio X. Ainda não há previsão, mas o novo prédio deve começar a ser construído até o final do ano.

No atual espaço cedido pelo Cantídio, haverá readaptações estruturais para a acomodação dos 80 leitos previstos no projeto. Também serão instalados almoxarifado, laboratórios, arquivo morto, vestiários, setor de informática e necrotério. A planta de gases será alocada em um anexo fora do espaço em reforma.

Já a cozinha e lavanderia antes usadas pelo Cantídio passam por processo de reforma em suas estruturas. Serão trocados pisos, telhados, fiação elétrica e colocados sistema de ar condicionado e de exaustão.

Para que esses locais passassem pelas obras, a empreiteira responsável fez adaptações nas dependências do hospital para o funcionamento desses serviços. “Foi necessário fazer primeiro uma adaptação na área externa do Cantídio para que fossem instaladas a cozinha e lavanderias que já funcionavam”, explica engenheiro André Colino, da Engeform, empresa responsável pela execução da obra.

Outro diferencial é que o hospital terá acesso independente ao Hospital Cantídio de Moura Campos. Faltam ainda os detalhes de como essa entrada à unidade será feita. Também haverá adaptação no ramal de abastecimento de água.

Todos os 10 mil m² de obra serão construídos seguindo as mais atuais normas e legislações ambientais, biológicas e sanitárias. O investimento total previsto é de R$ 33,8 milhões e o hospital será referência local para o atendimento secundário na saúde, desafogando assim o fluxo de demandas do Hospital das Clínicas, atualmente vinculado à Unesp.

A expectativa do novo hospital estadual é atender 6 mil pessoas, em média, anualmente. A assistência ao usuário será em sistema de concordância entre o HC que em 2009 realizou mais de 247 mil consultas em ambulatórios e 7.800 cirurgias. A nova unidade dará suporte ao HC ao oferecer desde cirurgias até a partos.

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