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Cuba acusa Obama de endurecer embargo e perseguição financeira


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Havana - O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou ontem que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não apenas manteve, mas intensificou o embargo comercial contra a ilha.

O chanceler disse a jornalistas que o governo de Obama aumentou em 2009 a aplicação de multas contra as empresas que fazem negócios com Cuba e a perseguição contra as transações financeiras da ilha em bancos de terceiros países.

“A política de bloqueio dos últimos dois anos, ou seja, sob o governo do presidente Obama, não mudou nada. Pode-se dizer, inclusive, que em alguns aspectos no último ano o bloqueio foi endurecido, foi reforçado”, disse ele.

Rodríguez fez as declarações em Havana, ao apresentar um informe sobre o impacto do embargo, que, segundo Cuba, custou 751 bilhões de dólares à economia do país desde sua aplicação, em 1962, para forçar a mudança do governo da ilha.

“É uma peça de museu da Guerra Fria. É uma política que fracassou durante 50 anos,” disse o chanceler sobre o embargo dos EUA.

Obama prometeu “relançar” as relações com Cuba, mas disse que não suspenderia o embargo antes que as autoridades comunistas da ilha mostrassem avanços em matéria de direitos humanos.

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votará no dia 26 de outubro uma moção de condenação ao embargo.

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