Londres - O papa Bento XVI chega hoje ao Reino Unido para visita de quatro dias em meio à apatia da população e ameaças de protestos de grupos descontentes com o modo como o Vaticano lida com casos de abuso sexual cometidos por padres.
É a segunda visita de um papa ao país. A primeira foi a de João Paulo II, em 1982, quando a Igreja contava com mais popularidade.
Bento XVI participará de quatro grandes eventos com a presença de público: em Edimburgo e Glasgow, na Escócia, e Londres e Birmingham, na Inglaterra. Em Glasgow, os organizadores não conseguiram vender ingressos para os 100 mil lugares disponíveis. Os preços chegavam a R$ 55.
A expectativa é de que 65 mil pessoas compareçam. Na visita de João Paulo II à mesma cidade, 250 mil foram acompanhar a missa papal.
Pesquisas divulgadas por jornais e redes de TV mostram que 79% dos entrevistados dizem não ter interesse pessoal na visita do papa.
Já 77% afirmam que o contribuinte não deveria bancar a viagem, que vai custar 20 milhões de libras (cerca de R$ 54 milhões). Do total, 12 milhões de libras sairão dos cofres do governo.
O principal ponto de crítica é a questão dos abusos sexuais. Papa deve visitar, sem alarde e longe da imprensa, vítimas de pedófilos. Ele fez o mesmo na Austrália e em Malta. Não é o que querem os que atacam o Vaticano por justamente manter a portas fechadas a questão dos abusos.