É incrível o rumo que estamos tomando. O fato de alguns políticos sem escrúpulos meterem a mão no dinheiro público e dizer que não sabem de nada não é novidade, mas parte da imprensa entrar nesse jogo, isso é inaceitável e perigoso para democracia. A nova moda no país não é mais investigar suspeitos de praticarem crimes, mas aleijarem quem os denunciou. Agora, se alguém expõe autoridades públicas suspeitas de desviarem dinheiro ou de quebrar sigilos, por exemplo, logo surgem quem os tratem como conspiradores, chegando ao ponto de incriminarem as vítimas.
Qual o preço que se cobra para ir contra uma investigação, mesmo havendo claros indícios de prática de crime ou de imoralidade? Desde quando é aceitável a leniência com atos de improbidade administrativa para manter a “governabilidade”?
Se existe o princípio supremo da inocência, também existe o dever de investigar, inclusive da imprensa, que tem o dever ético e moral de praticar um jornalismo investigativo, passando para a população aquilo que tentam esconder debaixo do tapete. Cumpre lembrar que ultimamente muitos casos de corrupção foram descobertos e comprovados por veículos de comunicação, os sérios, é claro.
Luiz Eduardo Penteado Borgo