Rio - Minas Gerais e o Rio de Janeiro são os Estados brasileiros com as menores taxas de fecundidade, segundo o IBGE. A Síntese dos Indicadores Sociais aponta que as mulheres mineiras têm, em média, 1,67 filhos e as fluminenses, 1,63. Os dados se referem a 2009. Esses Estados têm taxa de fecundidade similar à do Canadá (1,6).
No País, a taxa de fecundidade é 1,9 filho por mulher. O número é igual ao da França e próximo ao patamar registrado no Reino Unido (1,8), de acordo com o IBGE, que cita a Organização Mundial de Saúde como fonte para os dados internacionais (veja quadro).
No ano passado, a taxa de fecundidade brasileira registrou o primeiro aumento da década, ao passar de 1,89 em 2008 para 1,94 em 2009. Apesar disso, o IBGE afirma que o País continua a passar por um processo intenso e acelerado de declínio da fecundidade. “Essa redução significativa reflete a mudança que vem ocorrendo no Brasil com a urbanização e com a entrada da mulher no mercado de trabalho.”
Há 30 anos, a taxa de fecundidade no Rio de Janeiro era de 2,94. A média para o País, então, era de cerca de quatro filhos por mulher. No Acre, essa razão chegava a 6,97, número que passou para 2,96 em 2009.
Ana Lucia Saboia, gerente de Indicadores Sociais do IBGE, afirma que a queda na fecundidade tem ocorrido em todas as classes sociais. “Aquela ideia de que as mulheres brasileiras tinham muitos filhos não é mais verdade.”
O que subsiste, segundo a especialista, é a diferença entre o padrão de fecundidade das mulheres mais e menos instruídas. Entre as mães com menos de sete anos de estudo, o grupo das que têm entre 20 e 24 anos concentra 37% da fecundidade total. Esse número cai para 25% entre as mulheres que frequentaram a escola por oito anos ou mais.
A taxa de mortalidade infantil continuou em trajetória de queda no ano passado e atingiu 22,5%. Em 1999, era de 31,7%. O IBGE atribui a melhora ao aumento no número de domicílios que dispõem de saneamento básico, o que diminui a morte de crianças, e à evolução das condições de moradia da população.