Nostalgia
Naquela unidade militar meu pai servia como subtenente. Forte de Itaipu, na madrugada de 4 de novembro de 1957, em São Vicente, era uma madrugada quente, com muitas nuvens lá no céu.
Na muralha à beira-mar dois sentinelas guardavam o quartel. Aí, procedente do oceano, um disco voador no Forte surgiu, atingindo os dois soldados com raio de luz e ao céu subiu. A partir deste evento, eu estudei os ufos de modo solitário.
Américo, na Rede Ferroviária. Adair, diplomado da Escola Superior de Guerra, era um águia. Tinha QI privilegiado e utilizava o bom senso como um guia. No Segundo Cartório (Bauru) serviu Adair por mais de 30 anos. Com Américo Zanetti pesquisava os objetos por muitos anos.
Em 1978, aos dois companheiros achei importante me juntar. Uma solução ao enigma dos discos os três passamos a buscar. Para não conduzir ao erro os inúmeros leigos neste assunto.
Éramos como três mosqueteiros. Sempre agíamos em conjunto. Adair Dutra Bugine, do grupo era o que mais se destacava. Ele, com firmeza, num papel de advogado do Diabo atuava. A preocupação de a todos agradar realmente nele não havia.
Dos muitos variados entendidos das ciências ele se socorria, um autêntico desmancha-prazeres, queria sempre a verdade. Repelia a farsa, a boa-fé e a ilusão de ótica, com autoridade. Muitos relatórios de contatos imediatos ciosamente elaborou, vários congressos nacionais de ufos com dedicação frequentou.
O amigo Américo foi pro andar de cima; o trio não mais existe. Dentro de nós dois a saudade de momentos vivos ainda persiste.
Gilberto Sidney Vieira