Política

Professores recebem os salários atrasados


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A rede Uniesp, Instituto Educacional do Estado de São Paulo, efetuou na última sexta-feira o pagamento dos salários atrasados dos professores do Colégio Anglo Fênix, porém não apresentou os comprovantes de recolhimento de INSS e Fundo de Garantia (FGTS). O Sindicato de Professores (Sinpro) de Bauru aguarda uma audiência no Ministério Público do Trabalho para exigir os comprovantes.

Segundo o presidente da entidade, Sebastião Clementino da Silva, o Macalé, a rede pagou os salários de julho e agosto e 1/3 das férias. “Estamos preocupados com os atrasos e aguardamos uma audiência para o ajustamento de conduta que deve sair até o final deste mês. Vamos exigir os comprovantes de recolhimento de INSS e Fundo de Garantia e o comprometimento em não atrasar pagamentos.”

De acordo com o sindicalista, desde abril do ano passado que a rede Uniesp que tem unidades em 30 cidades do Estado de São Paulo não recolhe as obrigações patronais. O atraso no pagamento de professores estaria ocorrendo em outras unidades. Em Santo André, por exemplo, ele teria atualizado o pagamento depois que os professores ameaçaram greve. "Solicitamos fiscalização em todas as unidades”, diz o sindicalista.

"O sindicato vai cobrar os juros, professores usaram cheques especial, cartão de crédito. Vou solicitar dos professores os comprovantes para juntar no processo para ressarcimento", afirma.

Macalé explica que boa parte a categoria pretende cobrar juros pelo atraso. “Muitos professores tiveram que usar o cheque especial, cartão de crédito e fazer empréstimos para saldar seus débitos junto aos credores. Quero que a Uniesp seja responsabilizada, porque ela tinha como fazer um empréstimo e fazer os pagamentos.”

No próximo dia 27, o sindicalista irá se reunir com o sindicato patronal do Estado de São Paulo para que o dono da Uniesp assine um acordo para não atrasar pagamento. “Vão estar presentes os representantes do sindicatos das 30 cidades onde eles mantém unidades de ensino”. Na semana passada, a direção da Uniesp veio a bauru, falou com os professores e alegou ter sido vítima de um golpe que a lesou financeiramente, além de ter sofrido atrasos em pagamentos assumidos com ela por terceiros.

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