Cidade do México - Autoridades norte-americanas declararam que foi definitivamente selado o poço Macondo, no Golfo do México, de onde estima-se que vazaram quase 5 milhões de barris de petróleo após uma explosão, em abril.
As operações finais de fechamento do poço, conduzidas pela empresa petrolífera BP (British Petroleum) sob a inspeção do governo americano, foram concluídas com uma descarga final de cimento e de outros materiais.
“Podemos finalmente anunciar que o Macondo 252 está de fato morto’’, disse o almirante da Guarda Costeira Thad Allen, que supervisiona a reação de Washington ao maior desastre ecológico da história dos EUA.
“Após meses de extensas operações, planejamento e execução sob a direção e a autoridade da equipe de cientistas e engenheiros do governo dos EUA, a BP concluiu com sucesso o fechamento do poço, cimentando-o a quase 18 mil pés (5,5 quilômetros) abaixo da superfície’’, explicou Allen.
A petrolífera iniciou os trabalhos de bombeamento de cimento para o poço danificado na sexta-feira passada, no estágio final das operações de fechamento definitivo do duto - de onde já não vazava petróleo desde 15 de julho, quando engenheiros da BP interromperam o derramamento.
Desastre
Desde a explosão, em 20 de abril, na plataforma Deepwater Horizon (a cerca de 80 km da costa da Louisiana), que vitimou 11 trabalhadores e provocou o vazamento, o presidente Barack Obama disse que a BP era a responsável pelos custos decorrentes do desastre.
O governo decretou, então, estado de catástrofe nacional, o que permitiria, de acordo com a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, mobilizar mais recursos para conter o derramamento de petróleo.
A BP gastou cerca de US$ 8 bilhões na contenção e no fechamento do poço. Estima-se que ainda tenha que desembolsar US$ 32,2 bilhões para responder ao impacto do desastre - que reduziu em quase US$ 70 bilhões o valor de mercado da empresa.
Centenas de quilômetros da costa do Golfo do México, do Texas à Flórida, foram afetados pelo desastre ambiental e econômico decorrente do vazamento, que atingiu ecossistemas, bem como a pesca e o turismo na região.
Grande parte do petróleo que vazou para o mar se dispersou, se dissolveu, foi queimada ou retirada da superfície marinha. Porém, cientistas alertam que o impacto ecológico total do desastre somente será conhecido ao longo de décadas.