Política

Célia foca as políticas públicas para idosos

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 4 min

Célia Maria dos Santos (PTN) já foi candidata a vereadora e agora enfrenta sua primeira disputa pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Aos que destacam sua falta de experiência legislativa, Célia argumenta que mais de 20 anos atuando na associação de moradores da Vila Independência renderam base sólida para suas pretensões políticas. “A função de um deputado é participar das discussões, criar projetos de lei, fiscalizar o Executivo e trazer verbas para as áreas de atuação. A falta de experiência legislativa não vai influenciar, pois trabalho desde 1988 pelo povo”, ressalta. “Estou otimista para o dia das eleições. Preciso de oito a 10 mil votos para ser eleita, mas pretendo ter uns 30 mil. Vamos ver nas urnas”, afirma.

Jornal da Cidade - As eleições serão em menos de duas semanas. Como está a campanha nessa reta final?

Célia Maria dos Santos - Está muito corrido. Temos pouco tempo até o dia 3. Vamos centralizar a campanha em algumas cidades, como Cabrália Paulista e Piratininga, minha cidade natal. Estou fazendo muito contato direto com os eleitores e também com líderes de grupos da 3.ª idade em Agudos, São Manuel. Na verdade, é uma grande surpresa a campanha ir tão bem como está indo. Percebo que os eleitores não querem só receber santinho, querem saber suas propostas. Por isso, o meu material de campanha já vem com um resumo das minhas bandeiras.

JC - A cobrança do uso da água nas bacias hidrográficas é um dos temas polêmicos a ser discutido pelos deputados. As cidades deveriam pagar pelo uso da água?

Célia – A água nos foi dada gratuitamente por Deus e acho que não deveria ser cobrada pelo governo. Mas há o custo de captação e tratamento. Por isso, acho que esse caso deveria ser bem estudado e debatido. Se for para cobrar, tem que ter um impacto muito baixo para os municípios e os cidadãos. Acredito que a cobrança tem que ser proporcional pelo uso.

JC - A Assembleia enfrenta esvaziamento político de sua função. O papel de fiscalização é cumprido?

Célia – Falta fiscalização. E se for eleita, sou uma pessoa de garra e ação, insistente e persistente. Não me importo se for de base aliada ou de oposição, vou fiscalizar o governo. E também vou exigir respeito e ser ouvida. Lá (na Assembleia) não tem partido, tem trabalho. Não vou desistir. Se me disserem que o secretário está em reunião, esperarei na porta até ser atendida, até ouvir da boca dele que serei atendida. Já faço isso com a Prefeitura de Bauru e já consegui benfeitorias para a região oeste da cidade desse jeito. Por exemplo, insisti até conseguir uma linha de ônibus que atendesse os bairros da Vila Independência, Jardim Ouro Verde para a região do Pronto Socorro Central. Antes, a população tinha que pegar ônibus até o Centro e ir a pé até o pronto-socorro. Ia toda semana até a prefeitura, até que consegui.

JC - Você também acredita que falta transparência nas prestações de conta dos vencimentos dos deputados?

Célia - Acho. É preciso ser muito transparente e fiscalizar também os deputados. Eles tem que pagar seus impostos corretamente. Mas também é preciso que os deputados não trabalhem focados em uma só área. Se eleita, sentarei com os prefeitos e vamos analisar a necessidade de cada um. E aí, vou à luta, guerrear. Podem contar comigo, não sou uma pessoa de conversa. Sou de ação.

JC - A falta de experiência legislativa atrapalha?

Célia – Não. A função de um deputado é participar das discussões, criar projetos de lei, fiscalizar o executivo e trazer verbas para as áreas de atuação. A falta de experiência legislativa não vai influenciar, pois trabalho desde 1988 pelo povo.

JC - Em suas propostas, você cita lutar pelos direitos de empregados domésticos. Quais seriam?

Célia – Empregadas que não são registradas e têm dificuldade em se aposentar e também as diaristas que não têm direito a Fundo de Garantia. Vamos pedir a fiscalização e a garantia desses direitos. Vamos buscar o registro em carteira das empregadas domésticas. O Ministério do Trabalho vai ter que fiscalizar.

Outra bandeira que defendo na relação trabalhista, é a implantação de uma política para os trabalhadores rurais e um novo cadastramento na zona rural, para levantar os problemas desses trabalhadores em Bauru e região. É preciso coibir o trabalho escravo. Precisamos também lutar pela instalação de uma delegacia que defenda os interesses e proteja os idosos. Trabalho diariamente com esse público e sei que são vítimas de violência. Além disso, a vinda de recursos para os fundos de solidariedade, serviços de ação continuada, com asilos e abrigos não podem ser suspensos. E vou lutar por isso.

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