O Dia Mundial Sem Carro, comemorado hoje, além de incentivar o uso de transporte alternativo e não poluente, como a bicicleta, é um convite a reflexões sobre o desenvolvimento urbano sustentável, preservação do meio ambiente e adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Aproveitando a data, Bauru inaugura hoje uma nova ciclofaixa. O espaço demarcado na via pública para trânsito exclusivo de bicicletas é na avenida Moussa Tobias.
A ciclofaixa ocupa toda extensão da avenida Moussa Tobias, do alto do Parque São Geraldo/Parque Vista Alegre, até a rotatória da avenida Nações Unidas. E, futuramente, deverá ser interligada a outras ciclofaixas da cidade, permitindo que o ciclista da região da avenida Moussa Tobias chegue até o Núcleo Mary Dota.
“A via irá se conectar a outras duas ciclovias, uma que está sendo construída ao longo da avenida Nações Norte e outra que ainda será feita na avenida Nuno de Assis”, explicou o prefeito Rodrigo Agostinho. Bauru já tem duas ciclovias - uma na avenida Luiz Edmundo Coube e outra no Núcleo Octávio Rasi - e duas ciclofaixas, no Núcleo Mary Dota e na avenida Getúlio Vargas.
Katerini Miguel, coordenadora de projetos do Instituto Ambiental Vidágua, reconhece que vêm sendo feitas ciclovias e ciclofaixas na cidade, mas aponta que o município ainda carece de mais investimentos e condições para transportes alternativos. “Os ciclistas, sem acesso às ciclovias, acabam trafegando por ruas esburacadas, se arriscando em vias com muito trânsito”, frisa.
O vereador Fernando Mantovani (PSDB) lembra que já existe lei municipal aprovada que incentiva a criação de políticas públicas que estimulam o uso de bicicletas. “Amanhã (hoje) faz um ano desde que a primeira audiência pública desencadeou uma série de ações e discussões em torno do uso da bicicleta como transporte viável e sustentável na cidade”, citou. O desafio é - além de possibilitar que mais ciclovias sejam construídas - garantir que os ciclistas estejam seguros ao trafegar com a “magrela”.
Outra alternativa viável para desafogar o trânsito, além das ciclovias, é o uso do ônibus coletivo. “Os ônibus públicos são opções alternativas de transporte, mas o serviço necessita ser melhor viabilizado pelo município, que precisa melhorar condições de acessibilidade”, ressalta Katerini. “O ideal é a população usar ônibus, mas nem sempre há itinerários para o local em que precisamos ir e são poucas opções de horários. Há também pouca comodidade para os usuários, que às vezes precisam pegar vários ônibus”, enfatiza.
Agostinho reconhece a importância de investir no transporte público. Para o ano que vem, o prefeito prevê apenas melhorias nos pontos de ônibus. “Vamos colocar novas coberturas e assentos nos terminais para garantir comodidade à população”, informou. O prefeito ambientalista, que também costuma ir de bicicleta até seu local de trabalho, não poderá fazer o trajeto na data comemorativa deste ano porque estará em São Paulo.