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Primavera começa com granizo em SP

Folhapress
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São Paulo - A forte chuva que atingiu São Paulo na tarde de ontem fez com que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da prefeitura, decretasse estado de atenção em toda a cidade. Nos bairros do Tatuapé (zona leste), e na região de Vila Maria e do Campo de Marte (zona norte), houve chuva de granizo.

A cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, também foi atingida ontem por uma chuva de granizo que cobriu ruas, carros e telhados. O Corpo de Bombeiros registrou ao menos dez ocorrências referentes ao temporal. Apesar da aparência de neve, o fenômeno foi considerado normal por meteorologistas. Um trator foi utilizado para retirar o gelo das ruas, que, em alguns pontos, atingiu 30 cm.

Às 16h40, São Paulo registrou quatro pontos de alagamento. Na avenida Alcântara Machado, na altura do viaduto Guadalajara, um trecho ficou intransitável. A pista expressa da marginal do Tietê foi um dos pontos mais afetados, com mais de 11 km de congestionamento no sentido rodovia Ayrton Senna, entre as pontes Freguesia do Ó e Tatuapé. Os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Congonhas, na Capital, funcionaram normalmente.

Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas ficaram ilhadas na rua Nicolas Jardim, na Penha (zona leste). Na rua Jacinto José Araújo, no Parque São Jorge (zona leste), uma árvore caiu sobre um carro, mas não houve registro de vítimas.

A condição do tempo dos últimos dias colaborou com a formação de nuvens carregadas, com mais de 10 quilômetros de extensão e temperatura inferior a 50ºC negativos - propícias ao granizo. A frente fria que passou pela Grande São Paulo no último fim de semana trouxe ventos marítimos que deixaram o ar da cidade carregado de umidade. “Chover granizo, nesta época do ano, é normal, não com a força que teve hoje”, disse o meteorologista do CGE Michel Pantera.

“Calor e umidade colaboraram com as condições atmosféricas necessárias para a formação dessas nuvens pesadas, profundas e altas, típicas de tempestade”, explica o meteorologista André Madeira, da Climatempo. “Essa água no topo da nuvem forma esse granizo.”

O meteorologista deixa claro que não caiu neve na cidade. “Para formar neve teria de ter muito frio, temperaturas muito baixas. Granizo são pedrinhas de gelo. A neve, cristaizinhos.”

Segundo o engenheiro especialista em análise de risco do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), Hassan Barakat não dá para prever a queda de granizo. Esse tipo de chuva é sempre de curta duração, de 5 a 10 minutos.

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