Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Uma semana

Estamos a exatamente uma semana da eleição. Finalmente o interesse do eleitor foi despertado, mesmo porque é obrigatório votar. Portanto, é também quase que obrigatório se ligar minimamente no processo eleitoral. Mesmo aqueles que já decidiram não votar, anular ou votar e branco, o que não representa a maioria dos eleitores, têm de ficar atentos, ao menos nas datas.

• Clima pesado

Há um acirramento de ânimos em todo o país entre o PT, o presidente Lula, o PSDB e boa parte da imprensa, por conta de críticas, reportagens, ataques e os escândalos mais recentes na Casa Civil. Há tempos o clima não ficava tão pesado. Um prenúncio de que se não houver serenidade, bom senso e muito equilíbrio o País pode viver momentos turbulentos.

• País dividido

Claro que boa parte dessa “batalha” é por conta da proximidade das eleições. Portanto, dá para se concluir que, passadas as eleições, a tendência seja a de os ânimos amainarem neste país cordial que nunca experimentou nenhum tipo de ruptura institucional. Hoje, os interesses múltiplos e variados estão falando mais alto do que a razão e, em geral, do que a ética e o espírito público.

• Em três lados

Na verdade, o país fica dividido não em dois, em períodos como este, mas em três. Os dois primeiros lados são a minoria que comandam e orbitam em torno dos partidos políticos. O terceiro lado, amplamente majoritário, totalmente apartado da disputa ferrenha pelo poder, é o povo, que cada vez mais se distancia do debate político por uma série de fatores.

• Dilema de Bauru

Bauru vai para a eleição com a incógnita que nos assombra desde a década de 90: teremos ou não representante no Congresso Nacional? Manteremos e aumentaremos nossa representação na As-sembleia Legislativa? A se observar pelo número de candidatos (que não há como controlar nem restringir por conta de preceitos democráticos) e pelo nível de penetração popular da maioria, há motivos para preocupação.

• O “voto caseiro”

Por outro lado, quase todos os candidatos afirmam, em visitas que fazem ao Café com Política, no JC, que a população manifesta disposição em votar em políticos da cidade. É o que tem animado a maioria dos pretendentes, em uma eleição em que só aparecem no horário eleitoral gratuito os candidatos majoritários, notadamente os presidenciáveis.

• Espaços abertos

Este é um dos motivos que leva o JC a abrir o máximo de espaços aos candidatos, tanto em suas páginas impressas como na Internet. Amanhã e terça-feira, os bauruenses poderão assistir a um debate através do site do jornal na internet (www.jcnet.com.br), em televisão. Na página 7 estão todos os detalhes do evento pioneiro, inclusive para quem precisa saber que programa ou conexão de acesso deve ter em seu computador.

• Tiririca analfabeto?

O promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, pediu autorização da Justiça Eleitoral para fazer um teste de escrita e leitura com o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR). “Existe uma suspeita séria de que esse homem é analfabeto. É preciso saber se ele tem condição de ser candidato”, afirmou o promotor.

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