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Governistas venceram na Venezuela


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Caracas - Com todos os votos das eleições parlamentares de domingo já contabilizados, o partido socialista do presidente Hugo Chávez ganhou 98 dos 165 assentos na Assembleia Nacional da Venezuela. Já a coalizão opositora conquistou um total de 67 cadeiras, segundo os resultados finais do pleito.

De acordo com os resultados finais, as forças opositoras ao governo conseguiram 51% do total nacional, enquanto os governistas ficaram com 46,4% dos votos. Outros partidos ficaram com os outros 2, 69%. Apesar de terem obtido mais votos, os partidos opositores conquistaram menos cadeiras na Assembleia devido à forma como funcionam as eleições parlamentares na Venezuela, com divisão por distritos eleitorais, em que alguns têm mais peso que outros.

Os partidos de oposição reclamam que as mudanças recentes no sistema eleitoral, feitas pela Assembleia Nacional controlada por Chávez, deram maior representação às áreas rurais e menos povoadas, onde o presidente é mais popular entre os eleitores. Assim, por exemplo, 255 mil votos em Zulia, onde governa a oposição, têm o mesmo valor - um deputado - que 50 mil votos em Amazonas, de governo chavista.

A oposição também expressou suspeitas de que os resultados iniciais da apuração atrasaram sete horas para ser divulgados, mesmo a Venezuela tendo um sistema de votação automática - foi descrito por Chávez como o melhor do mundo. Autoridades eleitorais alegaram que as disputas acirradas causaram atraso na divulgação dos vencedores.

Freio em Chávez

De todo modo, os opositores de Chávez ganharam fôlego para tentar frear o líder socialista que governou a Venezuela virtualmente sem oposição nos últimos cinco anos. As conquistas da oposição nas eleições parlamentares deste domingo enfraquecem o presidente diante de sua próxima tentativa de reeleição em 2012.

Os dois lados cantaram vitória após a divulgação de resultados ontem, mas Chávez perdeu a maioria de dois terços no Congresso, que lhe permitia ignorar os opositores ao reescrever leis fundamentais, apontar autoridades-chave e deixar Chávez passar leis por decreto.

O partido de Chávez dominou o mandato passado, pois os rivais decidiram boicotar as últimas eleições. A única oposição vinha de cerca de dez congressistas que romperam com o bloco de Chávez.

As eleições presidenciais de 2012, no entanto, são baseadas no voto popular, e não em distritos eleitorais, o que pode colocar Chávez em maus lençóis.

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