Teerã - O procurador-geral do Irã, Gholam Hussein Mohseni Ejei, reafirmou hoje durante coletiva semanal que Sakineh Ashtiani foi condenada à morte por enforcamento pelo crime de cumplicidade na morte do marido. A sentença por adultério, no entanto, continua sem veredicto.
Em declarações divulgadas pela agência de notícias local Mehr, Mohseni Ejei explicou que, “de acordo com a decisão do tribunal, Sakineh foi acusada de assassinato e condenada por este delito”.
A decisão do tribunal não altera o caráter da outra sentença de morte por apedrejamento devido ao crime de adultério, que continua suspensa e aguarda veredicto.
“A questão não deve ser politizada. O Poder Judiciário não pode se deixar influenciar pela campanha empreendida no Ocidente”, acrescentou.
Hipocrisia
Na semana passada o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou os Estados Unidos de hipocrisia por terem criticado a pena de morte de uma iraniana, enquanto uma americana foi executada nos EUA na última quinta-feira.
Nos Estados Unidos, Teresa Lewis, 41, foi considerada culpada de orquestrar os assassinatos de seu marido e enteado. Ela foi executada na noite de quinta-feira com uma injeção letal no Estado da Virgínia. Foi a primeira execução de mulher nos EUA em cinco anos.