Outro dia, verdadeiros “amigos da onça” debocharam de mim ao verem na minha biblioteca a obra de Michael Flocker, "O metrossexual: guia de estilo - Um manual para o homem moderno". Como heterossexual muito bem esclarecido, achei patético e sem propósito a gozação que se estendeu por horas a fio em pleno século XXI.
Hoje, caro leitor, explico, em linhas gerais, o que é ser metrossexual. Aproveito a oportunidade do espaço também para explicar aos amigos - os ogros pós-modernos.
Através da história, o conceito de ideal masculino foi redefinido inúmeras vezes. Por séculos, desde faraós aos czares russos, entre peles e jóias, e as classes baixas vestidas em andrajos, o século XX, por si só Hollywood despejou ideais masculinos diversos, como o Clark Gamble, Gary Grant, James Dean e Marlon Brandon.
No rock, Elvis, os Beatles e David Bowie, assustaram os conservadores. Homens deixaram o cabelo crescer, mulheres queimaram os sutiãs, gays saíram dos armário.
Essa nova criação masculina tem estilo, sofisticação e autoconhecimento. Seguro da sua masculinidade, ele não passa mais a vida defendendo-a. A revolução sexual é uma história antiga, e o novo homem está livre para aproveitar sua aparência jovial. Uma nova série de carros, modismos, produtos de beleza, restaurantes e academias foram lançados para atender o novo homem. Afinal, estilo pessoal vai além do conteúdo de seu guarda roupa.
Conhecimento, habilidade social, personalidade e senso de humor fazem parte do pacote completo. Esse é o homem do século vinte e um que estabelece tendências, rompe com preconceitos, derruba vários conceitos masculinos sobre moda, tratamento de pele e vaidade em geral.
No mundo atual, urbano e tecnológico, é altamente recomendável que o homem mediano entre no esquema de estilo, arrumação e comportamento. Não tenho dúvida disso!
O autor, José Renato Ferraz da Silveira, é doutor em ciência política e professor do curso de Relações Internacionais da UFSM