Política

Temas diversificados marcam debate

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 6 min

Segurança pública, investimentos, modelo políticos e verbas federais foram alguns dos temas discutidos ontem, no segundo dia de debate com os candidatos a deputado federal por Bauru. Ontem, de acordo com sorteio prévio, participaram Toninho Garms (PSB), Darcy Rodrigues (PDT), Raul Gonçalves de Paula (PV), Carlos Braga (PSDB) e Roque Ferreira (PT). Anteontem, foram sabatinados Antônio Carlos Barbosa (PDT), Carlos Octaviani (PP), José Leme (PTN), Saulo Carvalho (PSOL), Ricardo Oliveira (PTB) e Paulo Sérgio Martins (PSTU).

Para quem não pôde acompanhar os dois dias de debates ao vivo, o conteúdo está disponível no site do JC, o www.jcnet.com.br. Vale lembrar que os debates realizados ontem e anteontem tem chancela do JC, através do site JCNet, em parceria com a TBR Produções e a Renato Cardoso Comunicação Digital.

Temas

No segundo bloco, as perguntas foram formuladas por jornalistas da redação do JC. Sobre infraestrutura urbana, Garms explicou que irá se empenhar para que, em todo Brasil, os imóveis construídos tenham toda a estrutura, como previsto na lei municipal proposta por ele quando vereador para garantir condições de habitação nos núcleos da cidade.

A respeito do tema segurança pública, Darcy citou que trabalhará para regularizar a defasagem do efetivo policial e melhorar a remuneração dos policiais. Raul disse que é preciso haver fiscalização da jornada de trabalho, cumprindo-se a atual legislação sem necessidade de reforma na lei.

Braga defendeu o investimento da União em cultura e esporte. Cobrou fiscalização nos repasses de dinheiro público às parcerias com ONGs. Roque avaliou que o esporte precisa ser entendido em um contexto maior e com municípios apresentando projetos para trazer recursos do orçamento federal para implantação de equipamentos de esporte e lazer, como a Praça da Juventude, a qual Bauru ainda não está habilitada para conquistar.

No terceiro bloco, as questões foram formuladas pelos editores do JC, Aurélio Alonso, de Regional, e Nelson Gonçalves, de Política. Garms respondeu a Aurélio sobre a necessidade de mudança no modelo político partidário atual. “Os partidos maiores tem alguns interesses que não consegui entender até agora. Venho sofrendo graves discriminações, inclusive partidárias. Semana passada, enviei um e-mail ao meu partido porque me sinto desprestigiado. Apareci na TV uma vez e por 5 segundos. Só aparecem os figurões (do partido)”, desabafou o ex-juiz de direito.

Nelson questionou Darcy em relação à lei de Anistia, em que o candidato entende que não houve privilegiados e, no seu caso em particular, demorou anos para ser cumprido o artigo 8º das disposições transitórias da Constituição Federal, que gerou um valor atrasado relativo a diferença de salários. Essa pendência criou um montante considerável de atrasados e que, para alguns, teria sido pago com agilidade. Darcy comenta que teve que assinar um acordo para receber e em um prazo de nove anos.

Raul respondeu a Aurélio sobre a reformulação do mandato de parlamentar, defendendo a atuação por emendas parlamentares. Para o candidato do PV, há como fazer projetos importantes e que tragam recursos para a cidade.

Braga tratou sobre parcerias com repasses de recursos para organizações sociais, como as da saúde, para atuarem nos municípios. O candidato entende que os Tribunais de Contas da União e do Estado de São Paulo têm feito a fiscalização dos contratos de gestão e convênios firmados. “Defendo uma legislação mais específica para dotar os Tribunais com mais poder de fiscalização”, ressalta o tucano.

Questionado por Aurélio sobre sua posição em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal, Roque se comprometeu a criar condições para que os recursos públicos sejam aplicados no interesse da sociedade e para que as cidades não fiquem reféns desta legislação. “A LRF, nós vamos debater. A lei foi feita com o único objetivo de assaltar os cofres brasileiros para colocar dinheiro para os banqueiros”, avaliou o petista.

Respondendo a um grupo de webtelespectadores, Garms entende que aqueles que trabalham na informalidade têm interesse em se formalizar. O candidato citou que há necessidade de legislação para legalizar algumas atividades, como a de mototaxistas. “Somos favoráveis a que todos tenham a sua atividade dentro da legalidade”, avaliou.

Respondendo sobre a fiscalização dos recursos para obras da Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016), Darcy entende que a aplicação dos recursos precisa ser rigorosamente acompanhada.

Raul, questionado sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, entende que alguns projetos de lei invertem o equilíbrio que a sociedade alcançou, podendo gerar até atritos sociais. “Uma palmadinha não quer dizer nada. O importante é você ter na sociedade um ambiente familiar”, salientou.

Braga avaliou, sobre o combate ao corporativismo e leis que regulamentam determinadas profissionais, a possibilidade de reavaliação da legislação. O tucano citou que o setor privado e público possuem leis eficazes e defendeu a gestão competente.

Para Roque, o fator previdenciário tem que acabar. “É um mito esse rombo na Previdência. O fator previdenciário tem que ser destruído para que todos os trabalhadores possam receber o que têm direito. Vou apoiar no Congresso”, frisou.

No sexto bloco, os concorrentes foram novamente sabatinados por Nelson e Aurélio. Garms, perguntado por Nelson sobre a justeza da forma de cobrança do Imposto de Renda, entende que a tabela do IR é fator de injustiça fiscal. Ele avaliou que as tabelas teriam que ser aumentadas em seus diferentes valores e que não poderiam ser somente três. “Existem muitos subterfúgios que fazem com que alguns se beneficiem e outros paguem o que não deviam”, ressalta.

Questionado por Aurélio sobre a fidelidade partidária, Darcy defendeu uma reforma partidária para que as legendas respeitem as candidaturas. “Tenho severas críticas aos partidos que priorizam candidatos próximos a eles”, definiu.

Raul, questionado por Nelson sobre modificações na legislação trabalhista, entende que é preciso levar em consideração as políticas futuras. Ele esclarece que as empresas procuram profissionais que atendam múltiplas competências.

Braga, questionado por Aurélio sobre a problemática dos pedágios, defendeu a parceria do Estado com a iniciativa privada, em setores essenciais. O candidato aprova as concessões das rodovias, é contra a cobrança antecipada das taxas antes das obras de melhoria e é contrário aos valores dos pedágios. “Respeito meu partido mas tenho minha posição”, complementou.

Roque, questionado por Nelson sobre transferências a entidades de valores do Fundo de Amparo ao Trabalhador, defendeu o controle por conselhos. Ele também é contrário ao repasse a determinadas empresas privadas que, na sua opinião, não têm compromisso com os trabalhadores.

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Webespectador tem participação

bastante intensa através do chat

O segundo dia do chat aberto aos webespectadores durante a transmissão do debate entre os candidatos a deputado federal promovido ontem pelo site JCNet, em parceria com a TBR Produções e Renato Cardoso Comunicação Digital, foi marcado mais uma vez pela intensa participação dos internautas.

Antes mesmo dos candidatos começarem a expor suas ideias, os webespectadores já movimentavam o bate-papo virtual com comentários sobre o primeiro dia do debate e declarações de apoio aos candidatos.

Comentários

Com o início das falas dos candidados, temas como a história política dos candidatos, o uso de verbas públicas, cultura, saúde, industrialização, funcionalismo público, geração de empregos, previdência social e responsabilidade fiscal dominaram as perguntas e comentários dos internautas.

A presença de candidatos dos partidos dos principais postulantes à presidência da república ajudaram a acirrar as discussões políticas dos internautas, que debateram assuntos também presentes na disputa do executivo, como o aborto, privatização e redução da jornada de trabalho.

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