Três estudantes universitários e um já graduado foram presos acusados de tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e furto na manhã de ontem, em Bauru. Os estudantes de arquitetura Nathan André Luís Valesko Blaske, 23 anos, Paula Alves de Miranda, 27 anos, o estudante de biologia João Felipe Morel Alexandre, 23 anos, e o arquiteto formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) Daniel Igor Tofolo Pereira, de 25 anos, foram detidos na república em que moram na quadra 4 da rua Benjamin Constant, no Jardim Higienópolis. No local, havia sete vasos com plantação de maconha e dois pés da mesma substância plantados no jardim dos fundos da casa.
Por volta das 7h, policiais da Base Centro estiveram no local para cumprir mandado de busca e apreensão, vindo de uma denúncia que indicava que os estudantes possuíam plantações da erva Cannabis na casa e distribuíam entorpecentes nas festas que faziam.
No local a polícia encontrou, além das plantas, que mediam cerca de 30 centímetros a um metro, diversos artefatos que poderiam ser utilizados para manufaturar a maconha para consumo. Entre os objetos localizados espalhados pela casa estavam facas, um triturador, que possivelmente era utilizado para moer as folhas da planta, fita crepe, tábua, entre outros objetos.
Também foi encontrado um recipiente com aproximadamente quatro pequenos tabletes da substância, já prontos para consumo, além de outro contendo pequena quantidade da erva com uma etiqueta que indicava até a data da coleta da planta.
Foram também apreendidas placas de sinalização pública, como placas de “Pare”, além de algumas pertencentes a laboratórios da Unesp e um carrinho de supermercado, provavelmente produtos de furto. Ainda foram achadas algumas cápsulas vazias, que poderiam conter cocaína.
Os estudantes do câmpus de Bauru da Unesp ficaram surpresos com a chegada da polícia. Eles estudam na cidade, mas são moradores de São Paulo e São João da Boa Vista. Na residência moravam outras duas pessoas, que não foram localizadas pela polícia.
De acordo com a Polícia Militar (PM), os estudantes e o graduado são acusados de colher as plantas, triturá-las e embalá-las para consumo. De acordo com a denúncia - feita ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), levada ao Ministério Público e posteriormente protocolada junto ao Poder Judiciário -, além de preparar a droga, os estudantes realizavam festas e distribuíam as substâncias.
Amigos dos acusados alegam que eles não faziam comércio da maconha, apenas eram usuários. “Eu frequentava a república, sei que eles são apenas usuários e plantavam para consumo próprio, somente. Eles plantavam a erva justamente para não precisar comprar de algum traficante e alimentar o tráfico de drogas”, afirma um dos colegas, o professor Sérgio Segal, 32 anos.
Os acusados não chegaram a confessar, nem a negar as acusações. Os três rapazes foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru e Paula Alves de Miranda para a cadeia pública feminina de Avaí.