Política

Alckmin ironiza provocação de petista

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Durante nova visita a Bauru, na tarde de ontem, o candidato ao governo estadual pelo PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou que vai aproveitar os últimos dias de campanha para intensificar o contato com o eleitorado. Sobre a estratégia de Aloizio Mercadante (PT), que nas duas últimas semanas o chamou para confronto direto em debates pela TV – o que não aconteceu -, o tucano ironizou que o “PT quer fazer controle sobre a imprensa, restringir a liberdade de imprensa, e agora quer impor para quem perguntar. Todos os candidatos são iguais e nós perguntamos para quem entendemos que temos de perguntar”. Ele estava acompanhado dos candidatos a deputado estadual Pedro Tobias e federal Carlos Braga, ambos do PSDB.

No debate da terça-feira à noite, pela TV, Alckmin manteve a estratégia de evitar questões diretas a Mercadante que, por sua vez, mesmo tendo provocado o adversário para o confronto político, também dirigiu perguntas a outros concorrentes e não ao tucano no embate na TV Globo.

O candidato do PSDB ressalta que mesmo com as pesquisas mostrando índices que lhe dão ampla vantagem sobre o segundo colocado - pelo último levantamento do Datafolha ele aparece em primeiro lugar nas intenções de voto, com 48%, seguido de Mercadante, com 24% - irá “trabalhar até domingo”.

Ontem, o ex-governador participou de duas entrevistas, nas TVs Record e Preve, em Bauru. Em breve contato com a imprensa, ele ressaltou a agenda corrida para os próximos dias. “Trabalharemos até domingo, com humildade. Não tem eleição ganha. Estamos percorrendo geograficamente São Paulo. Hoje (ontem) já estive em São José do Rio Preto, agora estou em Bauru. Mas estamos até amanhã procurando cumprir a parte da mídia, já que será o último dia para isso. Para TV, rádio e jornais. E o contato com eleitores até no sábado dá para se fazer”, ressalta.

Sobre as críticas acentuadas pelos adversários que alegam que o PSDB já cumpriu seu papel no Estado, deixando desafios sem resolução, Alckmin comentou que o bom desempenho da legenda em São Paulo aponta em outra direção. “Governo não se herda, se conquista. Conquistamos, a cada eleição, a confiança da população de São Paulo. O Estado tem avançado. Já tem um PIB de 34% e o segundo estado brasileiro, de 11%. São Paulo cresce mais que o Brasil. Assim, estamos ajudando o Brasil. E avançando em todo o Brasil, com ética, honestidade, eficiência. Esse é o nosso desafio”, pontua.

Ele também avaliou como normal o aumento das intenções de voto dos adversários nas últimas pesquisas. “É natural que quem estava mais atrás cresça um pouco. Mas o que temos observado não é um crescimento. Pelo contrário. Na esfera federal, há uma queda e isso tem ficado claro nas últimas pesquisas. Eleição é apuração. O que vale é o dia 3 de outubro”, observa.

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