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José Serra minimiza impacto de decisão do Supremo nas eleições

Folhapress
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São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, minimizou o impacto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a exigência de dois documentos na hora de votar, mas disse considerar esquisito o fato de o PT pedir para derrubar a exigência na última hora.

Segundo Serra, o PT “entrou na última hora porque deve achar que o voto menos controlado favorece”. “Acho que não, acho que isso não o perturba, não vai alterar o resultado da eleição.”

Repetiu duas vezes que a lei aprovada pelo PT “tornava a fraude no voto mais impossível, tornava o voto mais seguro”.

O candidato fez questão de frisar que a lei anterior foi aprovada pelo PT e passou pela Casa Civil, na gestão da adversária Dilma Rousseff (PT). “Não vejo com grande preocupação, só achei estranho uma lei que foi aprovada há um ano por todo o Congresso Nacional, que foi aprovada pela Casa Civil, pela Dilma quando era chefe da Casa Civil, encaminhada ao presidente Lula, aprovada por ele, encaminhada ao TSE chega na última semana, na última hora e o PT entra no Supremo para mudar a lei”, afirmou.

Serra voltou a negar que tenha telefonado para o ministro Gilmar Mendes, horas antes dele pedir vistas ao processo, interrompendo o julgamento. Disse que a conversa testemunhada pela “Folha de S.Paulo” é mentira. Acrescentou, entretanto, que, se tivesse acontecido, “não teria nada demais”.

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