Barcelona - A polícia espanhola prendeu ontem, após um ano e meio de investigações, um brasileiro e um dominicano acusados de comandar uma rede de prostituição que usava redes sociais de internet para atrair brasileiros. Na Espanha, os brasileiros eram obrigados a se prostituir.
As detenções aconteceram nas cidades de Fontcoberta, Mont-Ras, Medinyà e Girona, todas próximas a Barcelona, onde funcionavam os prostíbulos da organização.
A operação, que teve a colaboração de autoridades brasileiras, deteve outras 20 pessoas nas comarcas de Girona e Barcelona por favorecimento de imigração ilegal, crimes contra os direitos trabalhistas e associação ilícita. Outras 18 foram detidas por estarem ilegalmente no país. Mais de 100 homens e mulheres teriam sido atraídos pela quadrilha.
Segundo a polícia, o grupo oferecia passagens aéreas até Paris. Dali, os brasileiros iam para Barcelona. Os criminosos emprestavam aos jovens de 2,5 mil a 9 mil (entre R$ 6 mil e R$ 21 mil), que deveriam ser pagos com serviços sexuais.
A dívida aumentava com o pagamento da moradia e do local onde se prostituíam, além de multas por mau comportamento, conta de luz, telefone e televisão. A dívida crescente, disse a polícia, “escravizava” as vítimas.
A quantia recebida pelo primeiro programa era sempre para o prostíbulo, a segunda para pagar parte da dívida contraída com a rede e, a partir do terceiro programa, o clube ficava com um terço do dinheiro.
O resto ficava com a vítima, que o usava para saldar o resto da dívida.
Durante a operação, a polícia investigou sete domicílios, nos quais foram encontrados 74.203 euros em dinheiro, 400 gramas de maconha e duas balanças de precis