O prefeito Rodrigo Agostinho enviou à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê a doação de dois terrenos a uma empresa de Bernardino do Campos que faz o tratamento dos resíduos de serviço de saúde. Caso o projeto seja aprovado, os espaços, localizados no Distrito Industrial 3 e que totalizam cerca de 4.600 metros quadrados, passam a pertencer à empresa Cheiro Verde Serviço Ambiental.
Segundo o diretor comercial da empresa, André Shioga, após a cessão do terreno, a empresa custeará todos os investimentos para construir um transbordo - que é o local onde o lixo hospitalar fica armazenado - e a estação de tratamento.
Ele explica que será instalado um autoclave na cidade, que é um equipamento responsável por esterilizar e triturar os resíduos . Além disso, a empresa também ficará responsável por providenciar a incineração do material que não pode passar pelo processo do autoclave, como, por exemplo, resíduos orgânicos.
Atualmente, ao contrário da questão do chorume, que preocupa os bauruenses e especialistas, o lixo hospitalar não é um grande problema na cidade. Até o início do ano passado, a prefeitura coletava todo o material e destinava para tratamento.
Porém, em janeiro de 2009, o prefeito instituiu um decreto no qual hospitais, clínicas, laboratórios e demais empresas do segmento de saúde estão obrigados a coletar, tratar e destinar sozinhos os resíduos, com cumprimento das regras determinadas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Segundo a assessoria de comunicação da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), hoje, a prefeitura somente coleta o lixo hospitalar das unidades de saúde do município e dos munícipes que fazem tratamento de saúde domiciliar.
Mesmo assim, segundo a justificativa do prefeito no projeto de lei em questão, a doação do terreno e a consequente instalação da Cheiro Verde Serviço Ambiental suprirá uma carência no tratamento dos resíduos, uma vez que “a empresa pretende atender 100% dos geradores de resíduos do município de Bauru e micro região”.