Regional

Municipalização do trânsito ‘patina’ nos municípios da região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Municipalizar o trânsito é chamar para si a responsabilidade de gerenciar e fiscalizar. Porém, para se fazer isso é preciso ter recursos e coragem para enfrentar e resolver problemas que possam melhor o tráfego de veículos. Na Capital, a situação beira o caos. Em menos de cinco anos o trânsito estará literalmente parado, dizem os especialistas no assunto. Nas cidades do Interior, o trânsito apresenta problemas, mas em menor proporção. Para que os interioranos não tenham que enfrentar situação semelhante é necessário que atitudes sejam tomadas imediatamente, avalia o professor e especialista em tráfego Archimedes Raia Júnior.

Para ele, o ‘boom’ de vendas de carros dos últimos quatro anos derrubou todos os planejamentos dos governos municipais. “Nós vivemos um momento muito especial. Aumentou muito a frota de veículos com a isenção do IPI e com as facilidades de financiamentos. As vias continuam as mesmas e o número de carros em circulação cresceu muito.”

O aumento da frota antecipou os problemas de fluidez do trânsito. “Cidades onde o trânsito fluía, podem não fluir mais porque as vias continuam as mesmas. O problema previsto para seis ou dez anos foi antecipado e derrubou os planejamentos da administração municipal que não conseguiu acompanhar o ritmo de crescimento da frota.”

Raia Júnior enfatiza que projetar novas vias não é de uma hora para outra, deve ser fruto de um plano diretor. “O plano foi executado hipoteticamente com a participação dos demais setores municipais e novas vias devem estar previstas nele. Só em cidades com menos de 20 mil habitantes é que não tem o plano.”

Sem novas vias ou ampliação das já existentes só resta aos municípios executar pequenas ações operacionais. “Como aumentar a capacidade das vias proibindo estacionamento. Transferir as vagas para outras ruas e abrir espaço para o tráfego de veículos.”

Em Jaú (47 quilômetros de Bauru) há congestionamento de veículos na área central, chamada de centro histórico e onde há concentração de agências bancárias, comenta o secretário interino da pasta, Cristiano Madella Tavares. “Especialmente nos primeiros 15 dias do mês.”

Na opinião dele, há necessidade de abertura de vagas para estacionamento e novas vias para o tráfego de veículos. Para conter o excesso de velocidade, outro problema do município, a secretaria está instalando nove radares fixos. “Tem mais um radar móvel.”

Em Lins (102 quilômetros de Bauru) conter o excesso de velocidade nas principais avenidas com radares móveis reduziu o número de acidentes e em Lençóis Paulista iniciou-se uma remodelação no trânsito da cidade.

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