Tribuna do Leitor

Quando seu mundo torna-se comum


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A necessidade humana de se socializar exige que primeiro se atinja a liberdade individual. Precisa-se de auto-confiança, para conseguir sair do próprio mundo. A antítese da vida é imprescindível, a auto-contradição e o desejo de saber mais do que, no momento, é capaz. Tudo isso faz parte do desenvolvimento humano e do porcesso de formação de consciência e identidade.

Principalmente quando adolescente, é comum internar-se no mundo pessoal. Com a considerada adição de agregados. Talvez como forma de protesto, ou de negação. Como diria Che Guevara: “Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética.”

Mesmo o individualismo, sendo a principal consequência desse sistema avassalador, é um comportamento socialmente aprendido e adquirido pelos jovens. Até as “panelinhas” são individuais, tendo em vista que tal grupo é exclusivo perante aos outros.

De fato, sair do próprio consenso implica disposição e responsabilidade para assumir riscos. No primeiro instante do passarinho ao sair do ninho, deve haver um esforço para voar, ele precisa ter a iniciativa, esta que deveríamos copiar. No momento, o homem está estagnado. E como uma lâmpada que falha. O grito de esperança do papel escrito pode ser o que motiva os intelectuais. Assim como a necessidade de conversa alheia inspira o jovem a sair de seu mundo e ingressar no “nosso”.

Marília Duka

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