Santa Teresinha nasceu no dia 02/01/1873, cresceu num ambiente de amor puro e de fé profundamente vivencial. Suas irmãs mais velhas, uma após outra, consagraram-se a Deus na vida religiosa. Teresinha alimentava uma santa inveja da opção das irmãs desejando, quanto antes, acompanhá-las na consagração a Deus. Com a idade de 15 anos, recebeu do Papa Leão XIII a permissão de entrar no Carmelo de Lisieux. Viveu no Carmelo mais oito anos. Num momento de entusiasmo, Teresinha escreveu “Compreendi, que só o amor fazia agir os membros da Igreja e que se o amor viesse a se extinguir, os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires recusariam derramar o seu sangue... Compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares... Numa palavra, o amor é eterno... encontrei minha vocação: o amor!”
No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, oferece-se vítima de holocausto ao Amor Misericordioso de Deus. Em 3 de abril do ano seguinte, na noite entre a quinta-feira e a sexta-feira Santa, tem uma primeira manifestação da tuberculose, doença que a levará à morte. Teresa não se rebela. Acolhe sua enfermidade como a misteriosa visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio. Começa uma prova de fé, mas se manteve firme até o fim, sem jamais rebelar-se. Tudo aceita com paciência e amor. Chega a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto. Às 19 horas do dia 30 de setembro de 1897, aos vinte e quatro anos, fixou os olhos no crucifixo e exclamou: “Meu Deus, eu Te amo”. Depois de um êxtase que teve a duração de um Credo, expirou. Obscura e anônima, partiu para os braços do Pai a humilde carmelita que é chamada a maior Santa dos tempos modernos.
Foi proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944, e Doutora da Igreja em 1997.
Santa Teresinha se manifestou na minha vida em setembro de 2005, através de um singelo terço de rosas presenteado por uma amiga. Sem hesitar, realizei minha primeira novena das rosas. Três dias depois, recebi uma rosa que segundo a crença, é um sinal de que a graça pedida será alcançada. Tempos depois, vieram várias outras novenas, tantas outras rosas e inúmeras graças recebidas. Com o passar do tempo, as novenas se tornaram cada vez mais escassas, no entanto, as graças que esta celestial Santinha manifesta na minha vida e na vida de todos aqueles a quem me recomendam suas orações se tornaram cotidianas. Neste mesmo ano, atendendo a um “chamado” passei a fazer parte da imensa família dos paroquianos da igreja de Santa Teresinha.
Em 2006, através desta conceituada coluna, me manifestei por duas vezes com o objetivo de angariar recursos financeiros para que pudéssemos arrecadar uma determinada quantia, que seria empregada na futura reestruturação e reforma da nossa igreja. Em uma luta contra o tempo, conseguimos arrecadar a quantia necessária segundo determinação da Lei Rouanet. Felizmente, contando com o apoio da imprensa, das doações dos paroquianos, dos devotos, dos cidadãos bauruenses e de várias cidades da nossa região, além do imenso esforço e dedicação do Padre Romildo, conseguimos êxito em nossa empreitada. “Sinto que quando sou caridosa é só Jesus que age em mim” (Santa Teresinha)
Entretanto, nossa igreja foi interditada devido aos problemas estruturais que apresentava. Depois de uma espera angustiante, graças à intervenção do Bispado de Bauru, do empenho do Padre Marcos Pavan e dos vários profissionais que não mediram esforços para liberação dos recursos e início das obras, a reforma e reestruturação da igreja de Santa Teresinha entra em sua reta final.
Gostaria de agradecer imensamente a Vossa Excelência Reverendíssima Dom Caetano Ferrari, digníssimo Bispo de Bauru, pelo empenho na liberação do nosso templo principal para as celebrações a serem realizadas no dia de nossa padroeira.
Demonstrando mais uma vez o imenso amor que nutria pela humanidade, sentindo a aproximação de sua morte disse: “...Se o bom Deus realizar os meus desejos, meu Céu se passará na terra, até o fim do mundo. Sim, quero passar o meu Céu fazendo o bem sobre a terra. Não pretendo ficar inativa no Céu, meu desejo é continuar trabalhando para a igreja e as almas. Peço isto a Deus e tenho certeza que Ele atenderá meu pedido”
Que Santa Teresinha continue derramando uma chuva de rosas na vida de todos aqueles que a Ela recorrem!
Professora Sônia M. Rodrigues - coordenadora da Pastoral do Batismo