É tudo muito intenso.
Súbito, só como se fosse um desejo incessante de unir e reunir.
Os cacos, os fatos, as desilusões, os perdões...
Das pessoas que não sabem bem seus interesses e escolhas,
mas que detêm somente uma certeza na vida:
de que no universo tudo é impermanente,
frente ao caos do macromundo e da incerteza microcósmica do eu,
(incluindo aí as intempéries dos sonhos e dos símbolos que norteiam as vidas, os caminhos, as escolhas e as crenças).
Como se fosse fácil existir, escolher, sentir!
Se a resposta estivesse nos livros e nas memórias,
muito mais simples seria
de se livrar de dores e de galgar falsas conquistas arbitrárias.
Como se também fosse o céu o limite,
Nas suas incomensuráveis onze dimensões...
Local no qual se escondem os desejos das sendas e a aurora dos raios
Talvez aí que eu tenha perdido meus botões e vinténs
(cinco deles, creio).
Não detenho precisão nem características.
É apenas uma questão de simbiose semiótica!
Embora venha a dor e o terrível temor de adaptar-se,
Viverei de múltiplas vivências e poucas aparências.
Aparências, somente aquelas que alguém me pede.
Afinal, não basta apenas e tão somente existir.
É necessário compartilhar!
Nem que sejam vidas, caminhos, escolhas, crenças, dores, vinténs, sonhos.
Estou aqui, pronto, com o meu calhamaço de folhas.
Quero anotar tudo...
Dê-me sua caderneta.
Bruno Emmanuel Sanches