Regional

Milton Monti criticou candidatura de Tiririca

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

São Manuel - A votação em São Manuel (69 quilômetros de Bauru) foi tranquila e o Cartório Eleitoral da cidade afirmou que não houve problemas durante o pleito. Somente quando o candidato a deputado federal Milton Monti (PR) foi votar, no Instituto de Educação Dr. Manoel José Chaves, houve certa aglomeração, tanto de eleitores quanto da imprensa local.

Monti pleiteava - e conseguiu - o quarto mandato como deputado na esfera federal e, minutos antes do voto, revelou expectativa positiva em relação à eleição. “O partido e a coligação esperam que eu tenha 110 mil votos. Eu, pessoalmente, acho que terei bem mais”.

Segundo ele, o otimismo era devido ao reconhecimento das atividades realizadas nos mandatos anteriores e ao fato dos eleitores saberem como é importante ter um representante da região como deputado federal.

Na oportunidade, a reportagem ainda questionou o candidato sobre a candidatura de Tiririca, que também faz parte de seu partido e concorre a uma das vagas para deputado federal. Ele foi bastante crítico sobre o assunto.

“Ele é do meu partido e por isso eu me sinto à vontade para falar dele. Eu me oponho totalmente à forma como a candidatura foi feita. Ele está aproveitando um momento de desgaste político para enganar a população. Digo enganar porque ele esculhamba algo que almeja”, critica.

Questionado sobre o fato de que, se Tiririca ganhasse com ampla margem de votos, elegeria outros candidatos do partido pelo coeficiente eleitoral, Monti afirma que este posicionamento está equivocado.

“Isso ocorreria se não tivéssemos coligações. Com as nossas coligações, caso o Tiririca tenha os votos que estão sendo projetados, vai ‘puxar’ deputados das nossas coligações, e não do nosso partido. Vocês poderão ver isso com o resultado das eleições”, previu.

Milton Monti minimizou o fato da influência de ser natural de São Manuel em uma possível futura atuação na esfera federal, e afirmou que quem ocupa tal cargo não pode agir para uma cidade, e sim para a região. “Tem o projeto do gasoduto Brasil-Bolívia. Caso eu seja eleito, quero estender esse gasoduto a Botucatu e Ourinhos. Com isso, este eixo, que não tem tanta força, ganhará mais força econômica. Seria um ganho para toda a região”.

Eleitores de fora

Muitos eleitores foram a São Manuel somente para votar. Eles enxergam na viagem uma oportunidade de participar do futuro político do País e, ao mesmo tempo, rever amigos e a família. O analista de sistemas Walter Simões, 38 anos, veio de São Paulo. Ele saiu de casa por volta das 6h e afirmou que a estrada estava bastante movimentada, com filas grandes nas praças de pedágio.

“É uma oportunidade de votar e também de rever o pessoal daqui. Não transferi meu título porque não sei onde ia cair para votar em São Paulo. Às vezes, demoraria mais para votar se caísse em um local distante lá do que viajar até aqui”, brinca.

Rogério Mateus, 30 anos, acha que votar é seu dever de cidadão e, por isso, viajou de Araraquara para São Manuel. “Viajei cerca de 1h30 para chegar aqui. Acho que é uma obrigação e um dever participar desse processo”, conclui.

Comentários

Comentários