A pulverização de votos para candidatos de fora, de outras localidades, foi uma das principais críticas dos bauruenses que disputaram uma vaga na Câmara dos Deputados de Brasília (DF). A falta de apoio partidário e de aporte finaceiro também foi, na avaliação de alguns candidatos ouvidos pelo JC, obstáculos a serem vencidos.
Carlos Braga (PSDB) ressalta que seu retorno à política foi bastante positivo. Ele já foi deputado estadual e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. Com pouco mais de 33 mil votos, ele lamenta a pulverização do eleitorado. “A avaliação é muito positiva. O PSDB saiu muito bem. O Aloysio Nunes foi eleito com boa parte dos votos das cidades do Interior. O Geraldo Alckmin venceu no primeiro turno no Estado e o José Serra levou as eleições para o segundo turno, com boas chances de vitória”, avalia.
Ele também vê com bons olhos o seu desempenho. “Voltei para a política, fiz uma camapnha com ética, honestidade e empenho e apresentando porpostas. Infelizmente a população não entendeu a mensagem. Além disso, mais uma vez a população dipensou votos, não concentrando a votação em candidatos de Bauru. Mas amanhã (hoje) logo cedo estaremos trabalhando pela vitória do Serra”, pontua.
Para Raul Gonçalves de Paula, candidato do PV a deputado federral, a legenda saiu fortalecida. “O Partido Verde saiu consolidado nessas eleições, com uma grande força política. Temos grandes chances de eleger o Clodoaldo Gazzetta”. Em sua primeira eleição, o médico ficou satisfeito com seu desempenho. “Filosoficamente falando é muito estranho pensar que 18 mil pessoas de Bauru e região foram até as urnas, digitaram meu número e viram minha foto. São 18 mil pessoas que confiaram em mim. O Gazzetta sendo eleito, vamos entrar com o apoio desses 18 mil votos”, afirma.
Com quase 17 mil votos, o vereador Roque Ferreira (PT), que pleiteou uma vaga na Câmara dos Deputados, destacou a eficiência de sua campanha militante. “Foi possível verificar que temos capacidade para ampliar a base eleitoral na cidade, mas não temos meios materiais para isso”, observa. Ele ressalta que os três candidatos a deputado estadual que apoiou, José Carlos Miranda, França e Carlos Grana, tiveram votação expressiva em Bauru.
Como o terceiro foi eleito pela região do ABC Paulista, ele ressalta a perspectiva de trabalho pela região. “Abre a possibildiade de nesses dois anos que tenho como vereador, uma relação com o deputado estadual, que poderá contribuir com Bauru e região”, observa. O petista ressalta que no segundo turno, haverá a possibilidade real de debate entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Toninho Garms (PSB), que obteve 14,9 mil votos nas eleições, lamentou a falta de apoio do partido nessa campanha. “Lamento muito o abandono a que fui relegado pelo partido que sequer colocou minha imagem na propaganda de rádio e TV. Apareci somente durante 15 segundos. Solicitei que melhorasse o tempo e não fui atendido”, afirma.
Ele avalia que a pulverização de votos também interferiu. “Acho que, pelo que vem sendo demonstrado e com a pulverização da votação, não só entre os vários candidatos da cidade, mas também com os de fora, dificilmente Bauru elegerá um deputado federal. O que é lamentável. Bauru perde muito sem um deputado”, observa.
Já Kláudio Coffani, candidato a deputado estadual pelo (PDT), agradeceu o apoio que teve em sua primeira candidatura. “Como é a minha primeira participação nesse pleito, que disputei com centenas de candidatos, minha expectativa é humilde. Pude entender que a democracia ainda é uma estrada a ser percorrida e aprimorada por toda a sociedade”, pondera.