O candidato do PV de Bauru a deputado estadual na eleição do último domingo, Clodoaldo Gazzetta, viverá meses de indefinição e expectativa quanto à possibilidade de assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa (AL) do Estado de São Paulo. Gazzetta é o primeiro suplente do partido, mas afirmou ontem que não vai alimentar expectativas, principalmente para não incentivar este sentimento em seus 36.446 eleitores. Mas no fundo terá um olhar voltado permanentemente a São Paulo. Sobre o segundo turno da eleição presidencial, em que seu partido terá peso considerável no resultado das urnas, Gazzetta acha que o PV deveria deixar seus eleitores à vontade para escolherem entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Porém, acatará o que o partido decidir.
Para Gazzetta assumir uma das 94 vagas na Assembleia Legislativa, um dos 9 deputados estaduais eleitos pelo partido teria de ser indicado para compor o futuro secretariado do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB), de quem o PV é aliado. Um dos nomes mais cogitados para isso é a deputada eleita Rita Passos, que recentemente foi secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social.
Gazzetta afirmou ontem que aguarda as futuras negociações entre os vencedores da eleição para que fique clara ou não a possibilidade de sua ida à Assembleia paulista. “Mas não quero alimentar essa expectativa naqueles que me confiaram seu voto”, avisou.
Numa avaliação do pleito do último domingo, ele se disse feliz pela votação expressiva alcançada por seu colega de chapa, o médico Raul Gonçalves de Paula, candidato a deputado federal que obteve 17.935 votos. Para ele, Raul se consolida como nova liderança política na cidade, assim como o Partido Verde confirma a tendência de ser uma força considerável tanto em Bauru como no Estado e no País. O PV aumentou em dois deputados suas bancadas na Assembleia e na Câmara Federal – um em cada uma. Elegeu 6 deputados federais e 9 estaduais, tornando-se a terceira maior força eleitoral do Estado.
Quanto ao apoio no segundo turno – Serra ou Dilma, apesar de se declarar favorável à neutralidade, Gazzetta ressaltou que vai seguir as orientações que serão decididas pelo comando da campanha de Marina Silva e pela direção nacional do Partido Verde, talvez na próxima semana. E fará campanha, caso a decisão seja pelo apoio a um ou outro candidato.
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Octaviani é hoje
terceiro suplente
O ex-prefeito de Agudos José Carlos Octaviani (PP) também vive a expectativa de assumir uma cadeira parlamentar, mas na Câmara Federal. Hoje ele é o terceiro suplente de seu partido, que elegeu apenas 2 deputados federais.
Ele foi o quinto mais votado. Porém, caso Paulo Maluf e seus quase 500 mil votos sejam considerados aptos pela Justiça, o PP elevaria sua bancada para 5 deputados e então Octaviani passaria a ser o primeiro suplente, considerando que o candidato Beto Mansur, que teve cerca de 60 mil votos, não teria condições de validar sua candidatura. Octaviani teve quase 53 mil votos. Na eleição presidencial, ele declara apoio ao candidato José Serra, contrariando seu partido, que está na coligação de Dilma Rousseff.