Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

VETERANOS

O bauruense Roger Guedes foi campeão do Torneio de Veteranos realizado, na última semana, em Ribeirão Preto, valendo pontos para os rankings mundial e brasileiro. Jogando em uma idade abaixo da sua, Roger venceu simples e duplas da categoria 50/54 anos (a categoria de Roger é 55/59 anos). Na final de simples, o bauruense venceu João Silva por duplo 6/1. Nas duplas, jogando ao lado do tenista local José Avelino, venceu na final a dupla formada por Demerval Faustino e Aires Pereira por 6/2, 6/1. O também bauruense Robson Bueno participou na categoria 45/49 anos, mas perdeu em quartas de final de simples; em duplas, jogando ao lado de Alexandre Lobo (Brasília), foi vice-campeão ao perder a final para Pedro Coelho e Luiz Gambali. Pedro também é bauruense (filho de Rubens Rocha Coelho, ex-técnico da Luso de Bauru), hoje promotor de justiça na cidade de Goiana (GO). Além do título em duplas, Pedro foi o vice-campeão de simples da categoria 45/49 anos.

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COMENTÁRIO DO CAPITÃO

João Zwestsch, capitão do time brasileiro da Copa Davis, deu explicações sobre a derrota do Brasil frente à Índia pela Copa Davis. Segundo ele, o principal motivo pela derrota foi o clima em Chennai, extremamente úmido e quente, semelhante ao de Manaus ou Belém. O próprio capitão do time indiano havia afirmado em entrevista dias antes do confronto que tinha escolhido Chennai por considerar o clima da cidade um grande aliado à sua equipe. João disse que não aguentavam treinar muito tempo (pelo calor e umidade) e que dormiam mal, por causa do fuso horário (8h30 a mais que Brasília). Para ele, Bellucci sentiu muito o primeiro jogo de 4h30, mas que estava apto para jogar no domingo. “Começou a partida do domingo normal até que no tiebreak do primeiro set começou a perder o foco em consequência de não conseguir respirar direito. Além disso, dizia enxergar tudo embaralhado. Mantê-lo na quadra seria perigoso”, disse Zwestsch, demonstrando estar chateado com as críticas recebidas, principalmente, aquelas feitas por pessoas que já estiveram lá. Zwestsch se referia principalmente a Fernando Meligeni, que em seu blog criticou Bellucci por ter entregado a partida alegando dificuldade para respirar.

“SEGREDO”

Quem assistiu ao Aberto dos Estados Unidos (US Open) pode notar uma grande melhora no saque (muito mais forte) do espanhol Rafael Nadal. Segundo seu tio e técnico Toni Nadal, essa melhora se deve a um vídeo que assistiu sobre o americano Jack Nicklaus (hoje com 70 anos, uma das lendas do golfe profissional) em que Nicklaus diz: “Primeira tacada longe, depois penso em por a bola para dentro”. Ao ouvir isso, Toni diz se dar conta de que o golfista tinha razão e passou a orientar o pupilo Rafael que primeiro tentas se o saque forte e depois colocasse a bola dentro. Mesmo tendo revelado o “segredo”, Toni disse também que a maior potência e a grande porcentagem de acerto do primeiro saque do pupilo se devem a muito treino.

MAIS NADAL

Depois de perder surpreendentemente, na sexta-feira, na semifinal do ATP 250 de Bangkok (Tailândia) pelo compatriota Guillermo Garcia Lopez, o espanhol Rafael Nadal, no domingo, já estava em Tóquio treinando para o ATP 500 daquela cidade. O treino mais parecia uma final de campeonato, pois nada menos que 5 mil pessoas estavam lá para assisti-lo treinar. Essa loucura dos “fãs” se deve ao fato de que o espanhol vem de uma de suas melhores temporadas com seis títulos, sendo três deles de Grand Slam: Roland Garros (França), Wimbledon (Inglaterra) e US Open (EUA, Nova York).

MAIS UM NO PÔQUER

O pôquer está se tornando um dos “esportes” prediletos de algumas estrelas do tênis. Os primeiros foram o alemão Boris Becker e o russo Yevgnev Kafelnikov, depois o francês Gael Monfils e agora quem se arrisca nas mesas de jogo é o argentino Gaston Gaudio (campeão de Roland Garros de 2004). No último final de semana, Gaudio participou da etapa de Rosário (ARG) do já tradicional LAPT (Latin American Poker Tour), principal série de eventos do pôquer na América Latina, organizada e patrocinada pelo site PokersStars.net. Acostumado às vitórias durante seu auge no tênis, Gaudio não conseguiu ter o mesmo destaque em sua estréia nas mesas de pôquer. O vencedor da disputa na mesa, em plena Argentina, foi o brasileiro Alexandre Gomes, que levou o cheque de 50 mil pesos (cerca de R$ 25 mil).

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DICA

Em todos os golpes (além do ponto de contato com a bola, equilíbrio do corpo, etc.), um componente que também é essencial para seu sucesso é a posição do braço na preparação do movimento. Quando olhamos jogadores profissionais, a grande maioria ao fazer a preparação da esquerda (para destros) está com o braço que segura a raquete dobrado formando um ângulo de 90 graus e com o cotovelo junto da cintura. Após bater na bola, eles esticam o braço completamente e só aí tiram o cotovelo de junto da cintura. Isso dá mais potência no golpe. Vale lembrar que a preparação do golpe com o cotovelo junto da cintura faz com que todos os golpes sejam iguais (a cintura serve de base, ou referência). Se tiver problemas para conseguir isso, quando treinar a esquerda (para destros) com seu professor coloque uma bola na axila, e deixe que ela (a bola embaixo do braço) caia somente após bater na bola (na terminação do movimento).

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CURIOSIDADE

Em torneio Challenger (com premiação de US$ 75 mil) disputado na Colômbia (Cali), na semana passada, o brasileiro Leonardo Kirche (conhecido em Bauru por suas participações em torneios Futures) venceu a primeira rodada ao também brasileiro Rogan Gracie (dizem que joga em universidade americana, mas ninguém o conhece) por 6/0 e 6/1. Até aí normal, já que esse escore às vezes acontece. O curioso foi o tempo que partida demorou: 17 minutos e 38 segundos, já descontados os cinco do aquecimento. Não houve lesões nem “corpo mole” por parte de Rogan. A partida bateu o recorde da mais rápida no ano, que antes pertencia à partida entre o americano James Blake e o espanhol Pere Riba no ATP 250 de New Haven (EUA), disputado em agosto e que foi vencida por Blake, também por 6/0 e 6/1, em 35 minutos.

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