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Policiais envolvidos em tiroteio durante blitz são afastados

Folhapress
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São Paulo - Os seis policiais civis que participavam da blitz perto do local em que um juiz e duas crianças foram baleados anteontem, na zona oeste do Rio, foram afastados de suas funções. Segundo o chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, eles permanecerão afastados até o fim das investigações.

“A perícia vai apontar se os tiros no veículo partiram da arma de algum policial. Se o policial (que afirmou ter visto um Honda Civic fugindo) estiver mentindo, será exonerado. Mas por enquanto não é possível afirmar nada. Que houve um erro, com certeza houve, porque o policial não pode atirar colocando em risco a vida de inocentes”, disse Turnowski.

O juiz Marcelo Alexandrino da Costa Santos, 39 anos, trafegava em seu carro com a mulher, a sogra, o filho de 11 anos e a enteada de 8 pela estrada do Pau Ferro, em Jacarepaguá (zona oeste do Rio), quando passou por uma blitz organizada por policiais civis da 41ª DP (Tanque). Ele suspeitou que a blitz fosse falsa e decidiu retornar.

Segundo a versão dos policiais, eles atiraram uma vez para cima, na tentativa de impedir a fuga dos ocupantes do Civic. Esses, no entanto, teriam disparado pelo menos três vezes contra os policiais antes de fugir. Segundo eles, esses tiros atingiram o juiz e sua família. Um policial admitiu ter revidado, atirando na direção do Civic. A mulher e a sogra do juiz não foram atingidas, mas Santos e as duas crianças se feriram. Elas estão em estado grave.

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