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Impasse com os ‘fichas-sujas’ está longe de terminar; TSE dá prazo

Folhapress
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Brasília - Uma eleição cujo resultado foi conhecido em apenas 5 horas de apuração, com apenas 0,56% das 420 mil urnas eletrônicas trocadas e que chamou a atenção de 150 observadores internacionais se depara agora com um entrave que promete levar semanas para ser resolvido. Os eleitores rejeitaram nas urnas muitos dos candidatos atingidos pela Lei da Ficha Limpa, mas deram apoio suficiente para que alguns poucos tivessem votos suficientes para se elegerem.

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não decidir se as novas regras poderiam ser aplicadas este ano, o eleitor ficará sem resposta.

O impasse gerado no STF ao discutir a Lei da Ficha Limpa foi agravado com a necessidade de um 2.º turno nas eleições presidenciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia adiantado que não indicaria durante as eleições o 11.º ministro, que ocupará a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Eros Grau.

Se a candidata do PT, Dilma Rousseff, tivesse vencido no 1.º turno, Lula poderia indicar o novo ministro nas próximas semanas. Como as eleições agora só terminarão no fim do mês, um novo ministro só será escolhido a partir de novembro.

Julgados até o fim do 2º turno

O presidente do TSE, Ricardo Levandowski, disse que todos os casos de candidatos barrados pela Ficha Limpa serão julgados até o fim do segundo turno.

São mais de 200 candidaturas barradas que deverão ser analisadas caso a caso.

Conforme a decisão, o número de cadeiras de cada partido pode variar, principalmente devido aos “puxadores de voto”.

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