Internacional

Na França, tropas garantem combustível

Folhapress
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Paris - Diante da grande preocupação do empresariado francês com o impacto do desabastecimento de combustíveis sobre suas atividades, causado pelos protestos contra a reforma da previdência, o presidente Nicolas Sarkozy ordenou ontem o envio de tropas de choque da polícia para dissipar os grevistas que bloqueavam o acesso a depósitos de gasolina e diesel.

Sarkozy declarou ter ordenado o desbloqueio de todos os depósitos de combustível para restabelecer o retorno da normalidade o mais breve possível.

“Se isso não acabar rapidamente, essas desordens que visam a paralisar o país poderão ter consequências em termos de empregos”, disse o presidente em uma reunião ministerial.

Alguns depósitos continuam, no entanto, bloqueados por grevistas. Segundo o governo, mais de um quarto dos 12,3 mil postos de gasolina do país estão “totalmente vazios’’ e 1.700 enfrentam problemas de abastecimento. Das 12 refinarias francesas, só uma está funcionando, com produção mínima.

Não há números sobre o impacto das greves e da falta de combustível sobre a economia, mas a situação já afeta de maneira significativa setores como o da construção civil, químico, de obras públicas e transporte de cargas.

Representantes das pequenas e médias empresas alertaram que as paralisações no país causam problemas também para o turismo.

Apesar do agravamento dos conflitos, Sarkozy voltou a reiterar ontem que o governo não irá ceder aos protestos e que conduzirá a reforma da previdência “até o fim’’.

Mas para os economistas Elie Cohen, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França, e Thomas Coutrot, presidente da associação antiglobalização Attac, Sarkozy quer dar sinais aos mercados financeiros de que está agindo para controlar o elevado deficit público do país. Deteriorado pela crise, ele deverá atingir 8% do PIB neste ano.

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