Turismo

Ribeira: onde tudo começa

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Voltando a Natal, saiba que Ribeira é seu bairro mais antigo. Ponta Negra e o Morro do Careca os mais citados pelos visitantes, por estar presente em todos os cartões postais da cidade. E o bairro dos hotéis e das pousadas, do comércio, do agito. Lugar onde tudo acontece e todos estão. Indispensável como outros passeios aqui citados, para quem vai à Capital.

Para quem se interessa pela cultura local, uma visita pela Ribeira pode revelar traços marcantes da tradição potiguar. Agora, se a ideia for simplesmente curtir, Ponta Negra é o lugar.

Agora, se for começar pela história, o primeiro passo é conhecer Forte dos Reis Magos, construído em 1598 para defender as terras dos piratas franceses. A fortaleza fez surgir a Ribeira e, com ela, Natal, fundada um ano depois. Maior símbolo da identidade local, o forte, que tem forma de estrela e paredes de até 14 metros de espessura, passou também pelo domínio holandês, funcionou como prisão e acabou sendo convertido em museu.

No tour, os turistas conhecem os antigos depósitos, alojamentos e canhões. E veem o Marco de Touros, uma peça de mármore com a cruz de malta esculpida, considerada o mais antigo documento histórico do Brasil.

A volta ao tempo segue pela rua Chile, repleta de monumentos históricos no estilo arquitetônico do século 19. O conjunto de edifícios faz parte da Zona de Preservação Histórica da cidade e inclui, por exemplo, dos armazéns utilizados para o recebimento de algodão e açúcar ao primeiro prédio do Governo do Estado. Hoje, a rua é um polo cultural, com eventos que transmitem um pouco da vida potiguar.

Na Praça 7 de setembro, também no centro, fica a imponente edificação neoclássica que abriga o Palácio Potengi, também conhecido como Palácio da Cultura. O prédio foi sede do Governo do Estado até a década de 80 e, anteriormente, abrigou a Assembleia Provincial e hoje, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi transformado num dos principais espaços dedicado às artes no Rio Grande do Norte.

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Teatro Alberto Maranhão

Outra referência de Natal é o Teatro Alberto Maranhão, que começou a ser construído em 1898, sendo inaugurado seis anos após com o nome de “Carlos Gomes”, em homenagem ao maestro de Campinas.

Em 2004, comemorou o centenário restaurado: na parte externa, todo o piso foi trocado, assim como foram plantadas quatro árvores carnaubeiras, consideradas símbolo da natureza natalense. Os bustos do compositor de “O Guarani”, de Maranhão (ex-governador do Estado) e de Meira Pires, ficaram mais visíveis, a bilheteria foi restaurada e as paredes receberam granito fosco.

O prédio, todo pintado, ganhou um leve tom de amarelo, com detalhes em branco, tornando o ambiente mais convidativo às visitas.

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Animação

A viagem a Natal pode incluir o lado histórico, mas nunca exclui o lazer. Praia, mergulho, compras, badalação e tudo mais que o turista sonha ao pensar no Nordeste brasileiro estão em Ponta Negra. Essa é a enseada dos grandes resorts, das barracas pé na areia e dos restaurantes bacanas - uma boa refeição custa a partir de R$ 30,00 por pessoa. Também do mar calmo, protegido por uma barreira de recifes, e dos esportes náuticos.

Depois de mais um dia de sol, a noite começa nos bares e restaurantes, distribuídos pelas Ruas Teotônio Vilela e Manoel Augusto Bezerra. Entre os mais frequentados estão o Salsa (salsabar.com.br) e o Taberna Pub (tavernapub.com.br). Este fica no badalado Albergue Lua Cheia e tem programação eclética. Bem capaz que Natal inteira esteja por lá.

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