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Solimões e Negro sofrem com estiagem


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O rio Solimões bateu na semana passada o terceiro recorde do ano, marcando 86 centímetros negativos na régua de medição de Tabatinga, a 1.105 quilômetros de Manaus. No dia 7 de setembro, com 36 centímetros negativos, o rio já tinha batido o recorde de 2005, até então a maior estiagem aferida pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Naquele ano, o rio marcou dois centímetros negativos.

Quase um mês depois de bater o recorde da maior seca registrada, no dia 8 de outubro, novo recorde, com 60 centímetros negativos. “O rio Negro também está com a mesma tendência de bater recordes, já bateu a 12ª seca da história”, conta o geólogo do CPRM Daniel de Oliveira. Na última semana, o rio Negro estava medindo 15,31 metros. A maior seca já aferida no Negro foi em 1963, quando o rio marcou 13,64 metros.

Quase a metade dos 62 municípios do Amazonas já está em situação de emergência. Nas 29 cidades com emergência decretada, a Defesa Civil Estadual estima que 44 mil famílias já tenham sido atingidas. No dia 14, a base operacional de Tefé, a 525 quilômetros de Manaus, recebeu 233 toneladas de alimentos e material de higiene pessoal, transportados por um avião da Força Aérea Brasileira.

Cerca de 30 toneladas serão enviadas em canoas ou helicóptero para cada município, todos do Médio Solimões, a partir de Tefé, até o fim da semana. São cerca de 12 mil famílias atingidas em Tefé, Alvarães, Coari, Fonte Boa, Jutaí, Uarini e Juruá. Na semana passada, a ajuda chegou a 10 mil famílias em Tabatinga e outras 5 mil em Boca do Acre, Envira, Guajará, Ipixuna e Itamarati, todos na região do Juruá, braço do rio Solimões.

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