Regional

Ultraleve cai em canavial e mata piloto

Por Cláudio Dias | Especial da Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 2 min

Araraquara - O ultraleve de prefixo PUACO, modelo Corsário, de cor azul, caiu numa área de plantação de cana-de-açúcar, ainda com as mudas, na divisa entre Araraquara e Bueno de Andrada, no final da tarde de anteontem. A aeronave foi encontrada por volta das 19h, pelo morador de uma fazenda próxima, que viu o ultraleve cair.

O piloto foi identificado como Luís Antônio de Jesus Vissotto, de 44 anos, natural de Araraquara. Ele, que trabalhava em uma metalúrgica em Sertãozinho, era o único ocupante da aeronave e morreu na hora, segundo o Corpo de Bombeiros, devido a politraumatismo. O ultraleve caiu de bico e ficou bastante danificado. A perícia deve apontar a causa do acidente.

No local, apareceram alguns conhecidos do piloto, que também têm como hobby voar de ultraleve. Sem se identificar e bastante alterados, eles disseram que Vissotto não tinha autorização para este tipo de voo, considerado esportivo, e que tinha comprado a aeronave recentemente. Eles ainda disseram que o ultraleve teria sido reformado, com um investimento de cerca de R$ 40 mil.

As informações não oficiais são de que saiu de um aeródromo localizado na região de Bueno de Andrada para fazer um voo de teste.

O tenente Cléber Marcelo de Oliveira, do Corpo de Bombeiros, afirma que não é possível ainda apontar a causa do acidente e vai aguardar o laudo da perícia para entender o que aconteceu. “Fomos acionados pelo policiamento e, quando chegamos aqui, encontramos o piloto já morto.”

A aeronave tinha de sete a dez metros de envergadura e teria capacidade para viajar em uma velocidade de 80 a 600 km/h.

Segundo acidente

Este foi o segundo acidente sofrido por Vissoto. No dia 14 de novembro do ano passado, ele fez um pouso forçado em uma área rural na divisa entre a Via Abdo Najn e a rodovia Antônio Machado Sant’anna (SP-255), no Parque São Paulo.

Na ocasião, disse aos policiais que, durante o voo, houve uma pane no motor e, sem estabilidade, ele precisou fazer um pouso forçado em meio a uma plantação de eucaliptos. Algumas árvores e a aeronave foram danificadas. Ele nada sofreu.

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