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Justiça abre oito processos contra acusados de fraude em concurso

Folhapress
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São Paulo -A Justiça Federal recebeu denúncia e abriu oito processos contra 64 pessoas acusadas de participar de fraudes em concurso da Polícia Federal, investigadas pela Operação Tormenta. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Federal de Santos em setembro deste ano. A informação foi divulgada ontem.

O concurso fraudado aconteceu em setembro de 2009. De acordo com o Ministério Público, os mesmos grupos que fraudaram o exame da OAB -também em 2009- também atuaram no desvio da prova da Polícia Federal. Foram beneficiados com o esquema 53 candidatos.

A prova foi copiada pelo policial rodoviário federal Maurício Toshikatsu Iyda da sede do Núcleo de Operações Especiais (NOE), da 6.ª Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal, em São Paulo, segundo o Ministério Público. Iyda já havia trabalhado no local e, eventualmente, era destacado para consertar computadores na unidade.

O policial entregou a cópia ao advogado Antônio de Lucca e à psicopedagoga Mirtes Ferreira dos Santos, chefes do esquema, de acordo com o MPF. A atuação de Iyda teria sido uma retribuição à dupla, pois, segundo o MPF, ele foi beneficiado de outra fraude, em um concurso da Anac de julho de 2009.

Segundo o MPF, o advogado e a psicopedagoga pediram então a correção da prova aos advogados Antônio Luiz Baptista Filho e Nilton Moreno. O gabarito foi preparado na véspera da prova e repassado no mesmo dia aos candidatos interessados, pelo casal, pelo filho deles, o microempresário Pedro de Lucca Filho, pelos advogados envolvidos e pelo comerciante Carlos Eduardo Ventura de Andrade.

Os líderes do esquema mantinham contato com outro grupo de fraudadores.

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