Economia & Negócios

Receio de IOF maior assusta estrangeiro e Bovespa cai 1,07%; dólar vai a R$ 1,695


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Receios de que o aumento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre ingresso de capital externo, já adotado na renda fixa, possa ser estendido às aplicações em ações e rumores de que no empenho para valorizar o dólar o governo possa apelar até mesmo para uma quarentena para recursos estrangeiros viraram a Bovespa para o negativo à tarde. Temores de tais medidas estimularam saídas de capital externo da Bolsa brasileira, principalmente com vendas de Petrobras e Vale, ações mais líquidas do índice. Petrobras ON caiu 2,98% e PN, 3,32%, enquanto Vale ON cedeu 1,61% e PNA, 1,97%.

A Bolsa brasileira fechou em queda de 1,07%, aos 69.652,10 pontos. Ao longo da sessão, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 70.958,17 pontos, em alta de 0,79%, à mínima de 68.951,65 pontos, em queda de 2,06%, na parte da tarde do pregão.

Papéis de construtoras, que tradicionalmente têm lugar de destaque em carteiras de estrangeiros, também sofreram com a saída desses recursos: Rossi ON cedeu 3,16%; Brookfield, 3,02%; Gafisa ON, 1,43%; MRV ON, 1,24%; PDG ON, 1,27%; e Cyrela ON, 1,93%.

A atuação do governo no mercado de derivativos debilitou ainda, e pelo terceiro dia, as ações da BM&FBovespa, que cederam 3,20% e figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa. Anteontem, o CMN e o BC fecharam as brechas que ainda podiam ser usadas pelos investidores estrangeiros para evitar o aumento da alíquota IOF. As resoluções editadas anteontem à noite pelo governo terão impacto nos volumes negociados na Bolsa, que só poderá ser medido dentro de 15 a 20 dias, segundo disse o diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,65%

Ganho líquido/30 dias: 0,64%

Pela taxa média de 10,65% ao ano paga a grandes investidores, aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,80% e líquido de 0,64%. A média de retorno para aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,52% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,65% e líquida de 0,52%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: baixa de 1,07%

Volume: R$ 7,33 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia de ontem com uma desvalorização de 1,07%, aos 69.652,10 pontos e com um giro financeiro de R$ 7,33 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 0,35% e o índice Nasdaq teve uma alta de 0,09%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 75,75

Variação: alta de 0,46%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou a quinta-feira negociado a R$ 75,75, com uma queda de 0,46% em comparação com o fechamento de anteontem.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de NY, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,325,56, apresentando queda de 1,35% às 18h58 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,695

Variação: alta de 1,19%

O dólar comercial fechou o dia de ontem com uma valorização de 1,19%, valendo R$ 1,694 para a compra e R$ 1,695 para a venda. O dólar paralelo avançou 0,54%, negociado a R$ 1,770 na compra e a R$ 1,870 na venda. O dólar turismo terminou o dia com uma alta de 0,96%, cotado a 1,667 na compra e a R$ 1,787 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em novembro fecharam a R$ 1,700,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 1,19%. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,62% aos 71.050 pontos, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,65% e 11,35%, respectivamente.

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